Adoção de cães muda a rotina de estudantes da Escola de Comunicação

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07/06/21 às 11h34
Ana Flávia Martín e Gabriel Bonfim, especial para Escola de Comunicação

Cachorro “Shokitto” exige muitos cuidados de sua dona, Gabriela (Foto: Cedida/Gabriela Teixeira)

Adotar um pet é um ato de amor e de muita responsabilidade, que obriga as famílias a conciliarem suas vidas pessoais e profissionais, com os cuidados necessários que o animal precisa.

Igor José da Silva Carvalho, estudante do 5° termo do curso de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicação, adotou seu amigo fiel, o vira-lata Fred, aos 14 anos de idade.

Na época, o estudante queria muito ter um cachorro e seus pais foram categóricos. “Eu era bem mais novo e não entendia ainda sobre a importância da adoção, mas meus pais fizeram questão que fosse dessa forma”, comenta.

“Sinto que devo tanto ao Fred por ter me ajudado a ficar mais feliz em tantos momentos” (Foto Cedida/Igor Carvalho)

A família então teve que se adaptar ao novo integrante. “Ocorreram mudanças. Tem dias que eu acordo de madrugada para ver se está tudo bem com ele e eu principalmente comecei a sair todos os dias para caminhar com o Fred. Tentamos ir conciliando todas as responsabilidades com ele entre as nossas próprias”.

Contudo, a adaptação não foi nada fácil. Fred passou por diversas dificuldades no lar anterior, ao ser abandonado do meio da noite pela antiga família. O estudante diz que o cachorrinho chegou em sua casa cheio de traumas. “Ele sempre se assustava quando qualquer pessoa chegava perto”.

Gabriela Teixeira da Silva, também estudante do 5° termo de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicação, adotou um basset hound chamado Shokitto para fazer companhia para a outra cachorrinha que ficava sozinha. O pet mudou a rotina da estudante, já que ela deve ter o compromisso de cuidá-lo, alimentá-lo, levá-lo ao veterinário, além de dar muito amor e carinho.

Antes de ser adotado pela estudante, Shokitto foi criado numa casa com seus pais e era muito bem cuidado. “Antes de adotarmos, a família quis nos conhecer bem primeiro”. Como estavam com dificuldades financeiras, eles doaram o pequeno basset hound e Gabriela ganhou um amigo para a vida toda.

PROFISSIONAIS DO AMOR

“Os animais simplesmente amam, sem julgamento”, diz Vanessa. (Foto: Cedida/ Vanessa Cintra)

“A adoção é importante porque é a possibilidade de dar a um ser a possibilidade de recomeço, de sair da zona de abandono, muitas vezes de sofrimento e partilhar com ele o amor de Deus, a alegria, segurança e bem-estar”, afirma Vanessa Iliana Mendes Cintra, coordenadora da Pastoral dos Agentes Protetores de Animais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, da Igreja Maristela em Presidente Prudente.

Vanessa já está nessa função há oito anos e afirma que o principal requisito para a adoção é a pessoa querer. “Ter consciência que está tornando-se responsável por um ser vivo a partir da adoção, passando por todas as dificuldades e alegrias”.

A coordenadora acredita que um animalzinho de estimação pode mudar o destino das pessoas. “Um pet ajuda a pessoa a se tornar mais paciente, zelosa, observador, ter empatia, valorizar as coisas simples e que realmente importam na vida e ter autoestima”.

Referente à fala da Vanessa, a psicóloga Giovana de Morais Garrio comenta que as mudanças de comportamento numa pessoa que adota animais são muitas e muito benéficas tanto para o lado emocional quanto ao psicológico. “Diminuição da solidão, redução do estresse, sensação de relaxamento”, elenca Giovana.

Para a psicóloga Giovana, a adoção traz benefícios à saúde mental (Foto: Cedida/Giovana Garrio)

“Adotar é uma forma de terapia já que os animais geralmente são carinhosos e manifestam amor e cuidado de forma pura e sincera.  É um benefício tanto para o animal quanto para o dono”, defende Giovana.

Uma coisa, confirmada pela psicóloga, é certa: em geral, as pessoas ficam mais felizes depois da adoção. “Ter um animal de estimação pode elevar o nível de endorfina e ocitocina que são hormônios da felicidade”, comenta Giovana.

Questionados sobre o que significa a palavra “adoção”, o quarteto de entrevistados afirmou com todas as letras e sem pestanejar: “amor”.

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