Alunas defendem TCC sobre violência contra mulher em formato de websérie

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16/12/2020 às 13:38
Izabelly Fernandes e Mayson Martins

O grupo encerrou as defesas do 2º semestre de 2020 com uma apresentação presencial na Facopp. (Foto: Cedida/ Helen Gallis)

Encerrando as defesas públicas de TCC, na noite da última sexta (11/12), as estudantes do 8º termo de Jornalismo, Ariane Balbino, Beatriz Monteiro, Bruna Bonfim, Helen Gallis, Isabela Souza e Milena Bispo apresentaram o ELAS QUE LUTAM: WEBSÉRIE DOCUMENTAL SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM PRESIDENTE PRUDENTE (SP), orientadas pelo professor Dr. Roberto Mancuzo. A banca de defesa foi composta pelas professoras Carolina Mancuzo e Thaisa Sallum Bacco e ocorreu de maneira presencial, seguindo todos os protocolos de segurança contra a Covid-19, com plateia composta apenas por familiares das graduandas.

O trabalho desenvolvido pelas meninas teve como foco a produção da websérie Elas que Lutam, cujo objetivo foi imergir o espectador no contexto da violência contra a mulher. Ao longo de cinco episódios, nove mulheres relatam experiências de violência física, moral, patrimonial, psicológica e sexual. Vale lembrar que todos os episódios já estão disponíveis no canal do Youtube Elas que Lutam.

Para o orientador Roberto Mancuzo, três amores nortearam o desenvolvimento do projeto. O amor entre alunas e professor, que além da relação acadêmica também construíram uma relação paternal. “É até engraçado, pois, na nossa primeira reunião de orientação, o professor nos disse ‘não fiquem achando que eu vou ser pai de vocês não’. E hoje vemos que construímos esse afeto familiar entre todas do grupo e ele”, conta Isabela Souza. O segundo amor está relacionado ao jornalismo, já que o objetivo do trabalho sempre foi usar a profissão como ferramenta de discussão e mudança social. E claro, ligado a isso, veio o amor pela causa, que, de acordo com Mancuzo, desde o início todas as integrantes do grupo mostraram engajamento pelo assunto e a importância que existia para elas em dar voz ao problema da violência contra a mulher.

A BANCA

Durante as considerações, a professora Carolina Mancuzo argumentou em prol da importância das mulheres não serem mais vistas como sexo frágil.  “É estranho você pensar na mulher estando dentro de uma minoria, sendo que ela é maioria no Brasil. É muito importante não ser mais vista como sexo frágil e acho importante a gente se unir também para poder lutar pelo direito e dar não à violência”, pontua.

Já a professora Thaisa Bacco questionou as alunas em relação ao propósito que as estudantes, agora como jornalistas, têm em colaborar nas mudanças da sociedade. Em resposta, uma das integrantes do grupo, Helen Gallis, diz que o objetivo da profissão é incomodar. “Quando acabou nossa entrevista com a delegada, por exemplo, ela olhou para gente e disse: esperava bem menos de vocês. Então, nós percebemos que incomodamos, questionamos e fomos atrás. Esse é o papel do jornalista”, avalia.

Carolina ainda afirmou que é muito importante que o jornalismo tenha esse cunho de ação social e movimente a sociedade, por isso, para ela, foi necessário que esse projeto tenha trabalhado com um tema que muitas vezes a imprensa se abstém de falar. “Para nós, é um orgulho enorme que elas tomem a frente e que a voz delas possa reverberar, não só aqui, como em todo país e no mundo, pois a gente está na internet, por isso eu acredito que dá para fazer muita gente pensar”, reflete.

Apoio familiar

Com a presença da família, as emoções foram intensas. O orgulho pela formação das novas jornalistas estava no ar. Esse é o principal sentimento de Rosalina de Souza Silva, mãe da Isabela Souza. “Eu estou cheia de orgulho da minha filha. Foram meses de muito trabalho e eu fiquei muito orgulhosa quando vi o resultado. Elas estão de parabéns. Às vezes a gente sofre as coisas e não sabe. Ela me fez despertar para muita coisa, trouxe isso para nossa casa e me despertou e eu sou grata a ela por isso”, afirma.

A Lucimar Aparecida Bonfim, mãe da aluna Bruna Bonfim, também se encheu de orgulho da filha. “É muito prazeroso, todo mundo que vê ela nesses trabalhos, me fala que ela nasceu para isso. Para mim, isso é muito importante, pois tudo que uma mãe faz é pelos filhos e nesse trabalho dela a gente sentiu o que ela passou, pois, apesar de prazeroso, foi muito desgastante. Mas foi muito importante para ela e todas as mulheres”, revela.

O apoio do namorado também foi essencial para Helen. Jhonatan Bonifácio reconhece que ficou muito feliz pela namorada e, para ajudá-la, teve que “segurar a barra” muitas vezes. “Foram muitas noites em claro, indo atrás de informações, mas foi por um bem maior. Fico feliz por ver o sonho dela realizado, esse também era o meu sonho.” Além disso, o trabalho desenvolvido por Helen desenvolveu nele outro olhar como homem perante a violência contra a mulher. “Às vezes a gente acha que não acontece ou que a gente não faz essas coisas. Por isso, o que elas fizeram serviu para abrir muito os meus olhos”, reflete.

Aprovação

A aprovação é a etapa mais sonhada por todos os alunos. Para a Isabela, além de ser alegre, o momento foi inacreditável. “Eu ainda estou um pouco em choque. Quando a gente escuta que foi aprovada é um misto de emoções. Eu estou muito confiante nessa trajetória, pois tudo que eu aprendi aqui na Facopp foi incrível e acredito que o caminho será de vitórias e que dará tudo certo”, conta. Já para a Beatriz Monteiro, o momento foi de alívio. “Era algo que eu e as meninas estávamos esperando desde o início do curso e, apesar de ser temido, acredito que tenha sido bem tranquilo”, analisa.

Para o orientador, o trabalho que começou como um TCC normal acabou ultrapassando as questões acadêmicas, atingindo uma abrangência social, por isso ele destaca a importância disso na formação das alunas. “Isso fez com que elas também desenvolvessem esse senso público da informação, então como jornalistas elas saem preparadas não só tecnicamente, mas também com uma noção da responsabilidade social mais evidente”, destaca Mancuzo.

Para finalizar, as meninas ainda dão dicas para quem está desenvolvendo ou vai desenvolver um TCC. “Embarque fundo na temática que você escolheu e opte por um tema do qual você tenha afinidade e abrace a causa. A gente precisa ter amor pela causa que a gente está defendendo e o jornalismo é isso”, orienta Isabela. A aluna Helen Gallis também aconselha: “Incorpore o melhor jornalista e nunca se veja apenas como um estudante.” A Beatriz Monteiro também completa: “Estude bastante. A parte do fichamento dos livros parece chato, mas é essencial para o desenvolvimento do trabalho e, acima de tudo, dê o seu melhor! Depois vai valer a pena!”

Diante de todas essas aprovações o Portal Facopp parabeniza todos os formandos desse 2º semestre de 2020! E confira algumas fotos da defesa pública das meninas!

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