Alunos de Comunicação Social compartilham espaço dos professores

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15/10/2018 às 08:00 – Atualizado em: 07/11/2018 às 17:43 
Bianca Móra, Heloísa Lupatini e Larissa Biassoti

Carlos Ruas/ Imagem da Internet

Lêda, Mancuzo, Priscila, Pandur, Tato, Everton, Malu e muitos outros professores da Facopp passam por nós diariamente, seja nas aulas ou durante os trabalhos que desenvolvemos na graduação. Mas nos corredores existem docentes que você provavelmente não verá nas salas, pois pode ser que ele esteja sentado ao seu lado e seja seu amigo. Hoje, 15 de outubro, é comemorado o Dia do Professor e, por isso, nessa data homenageamos os nossos alunos-professores.
 
Murilo Hernandes é formado em História e tem pós-graduação em Arte, aqui na Facopp cursa o 4º termo de Fotografia. Ele conta que, desde quando iniciou em 2008 a sua primeira graduação – História –, já gostaria de ser professor. Hoje ministra aulas na área e também de artes para alunos de 6º ano do ensino fundamental até o 2º ano do ensino médio.
 
“Quando eu comecei a fazer faculdade e os alunos descobriram, alguns que ficaram assim: ‘nossa, então você vai abandonar a gente, vai virar fotógrafo, vai deixar de ser professor, não abandona a gente não’, ficaram preocupados, mas eu ainda tenho muito a contribuir nas escolas”, comenta aos risos. 

Para Murilo, o docente  acaba sempre aprendendo mais, já que precisa pesquisar para dar aula. Além disso, ele afirma que, quando se explica o conteúdo, ele fica ainda mais consolidado, e ressalta também o convívio, pois são alunos de várias famílias e culturas diferentes, o que o gera mais conhecimento. 
 
Já Clara Dias Nascimento, do 7º termo de Jornalismo, foi professora de inglês até abril de 2018. Ela comenta que começou a dar aulas depois que um professor a disse que deveria deixar o currículo quando terminasse o curso na escola e, passado um ano, o convite foi feito.
 
“Foi uma experiência muito gratificante, porque eu trabalhei com criança, adolescente, idoso, pessoas de várias classes sociais e via que cada aluno tinha sua história, seu jeito de aprender, um jeito de se relacionar com o outro, tudo isso na mesma sala, é uma coisa muito desafiadora, mas quando você ouve ‘eu nunca tinha entendido isso até passar por você’, ‘você não é só uma professora, você é uma amiga’, não tem dinheiro que pague”, conta Clara.
 
A maior dificuldade, segundo a estudante, foi aprender a dar aula, já que nunca tinha passado pela experiência.  Ela tentou fazer um modelo de aula para que todos os alunos entendessem, mas depois percebeu que cada um tinha um tipo de aprendizagem e que teve que se adaptar a cada classe.
 
“Éuma responsabilidade enorme, porque eles estavam me procurando para poder saber mais, isso é uma coisa muito legal, poder fazer essa troca, apender com eles e também passar um conhecimento específico que, no caso, é a língua inglesa.”   

José Arthur está no 7º termo Publicidade e Propaganda e também dá aulas de inglês. Ele conta que, desde pequeno, já brincava de ensinar com a lousa e que começou dando reforço para amigos em 2013, mas após passar pelo Kumon e por outra escola de línguas, foi chamado para ser monitor na escola onde trabalha atualmente.
 
“Eu sempre gostei de ajudar meus colegas e isso fez com que as coisas se encaminhassem. É muito importante se colocar no lugar do outro, e na prática sabemos quais os desafios do professor. Sabendo as dificuldades, tento valorizar ao máximo o trabalho de quem está ali na frente. Tentando transparecer o máximo de interesse”, comenta José Arthur.
 
Apesar da atual rotina mais tranquila, José fala que no começo foi exaustivo, pois ficava 8 horas diárias dando aulas e logo após ia à faculdade, mas que valeu a pena o esforço.
 
 
COMUNICAÇÃO SOCIAL 
 
Sobre a faculdade de Fotografia, Murilo conta que começou a fotografar em 2016 com o celular, então tomou gosto e comprou uma câmera. Em 2017 entrou na faculdade e de lá para cá não passa um dia sem fotografar. “Eu vejo o mundo de outro jeito com a história, e isso acaba indo para as fotos, Acabo tendo vontade de registrar alguns lugares ou fazer retratos tendo como ideia a preservação”, comenta.
 
Murilo fala que, por fazer parte da realidade das salas, tem outra visão das aulas e aproveita muito mais. Acrescenta ainda que o fato de ser professor o ajuda quando vai apresentar seminários ou falar em público.
 
“Eu gosto bastante do ambiente acadêmico e pretendo fazer mestrado, doutorado para lecionar nas universidades”, afirma José Arthur. Clara compartilha da ideia e diz que já sente falta de ensinar.   
 
Para ela, o jornalismo contribuiu para as aulas em vários aspectos, mas principalmente no poder da fala e a entender como fazer a transmissão da mensagem de forma mais eficiente, além de incentivá-la a sempre trazer uma visão mais crítica para os alunos.“O professor é a base de tudo, se nós não os tivermos, não crescemos, é a profissão mais importante que existe, porque é a única que forma outra pessoa, que constrói um cidadão”, afirma a estudante.
 
Sejam alunos que dão aula, sejam professores que um dia também foram estudantes ou aqueles que sonham em estar nas classes, todos nós só estamos onde estamos e só vamos para onde pretendemos por causa desses profissionais indispensáveis, não só na vida de nós comunicadores, mas de todas as pessoas.
 
Portal Facopp agradece a todos que compõem o corpo docente dos cursos de Publicidade e Propaganda, Fotografia e Jornalismo, aqui fica o nosso muito obrigado por todos os dias contribuírem para a nossa evolução!   

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