Alunos de Jornalismo produzem programa de entrevista remoto

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29/10/2020 às 12:49
Izabelly Fernandes

Cada equipe é responsável por dois programas e comparece no estúdio em cada semana de sua respectiva edição. (Foto: Cedida)

Quando começou o segundo semestre de 2020, uma das principais preocupações dos alunos do 6º termo de Jornalismo era se iriam vivenciar as produções de um programa de entrevista, já que devido à pandemia, as aulas presenciais ainda não haviam voltado. Essa vivência pertence ao conteúdo da disciplina de Telejornalismo III, comandada pela professora Thaisa Sallum Bacco, e com o retorno gradual das aulas o programa de entrevista aconteceu. Assim surgiu o programa Ângulos, dividido em seis edições ao vivo que vão ao ar toda quinta-feira, às 20h30, pelo canal da TV Facopp Online.

O programa surgiu da necessidade de discutir questões provenientes da pandemia da Covid-19, gerando debates acerca destes assuntos a partir de pontos de vistas opostos, ou seja, sob ângulos diferentes. Ele é produzido de maneira remota e os entrevistados, que representam opiniões divergentes, participam via meet das edições. A turma foi dividida em três equipes de produção e cada uma ficou responsável por colocar no ar duas edições do Ângulos. Assim, toda quinta-feira, alguns membros da equipe vão para o estúdio do laboratório de TV da Facopp, sendo o apresentador, editor-chefe, editor executivo, diretor de TV, cinegrafista e making of.

“Realmente foi um desafio colocar em prática a disciplina de Telejornalismo III no contexto remoto. Ainda bem que no momento da produção prática do programa, a gente conseguiu fazer esse retorno parcial de cada grupo por semana. Embora nós tenhamos a presença dos entrevistados de forma remota, a presença dos estudantes no estúdio tem sido fundamental para o entendimento da operação de um programa televisivo ao vivo”, reflete Thaisa, que nunca deixa nada passar em branco no quesito aprendizagem dos alunos.

Adaptação

Segundo a professora, a facilidade dos alunos com o uso da tecnologia foi ponto positivo para a adaptação deles nesse modelo remoto. “Eles têm se dedicado e se esforçado bastante para aprender o uso de novas ferramentas na prática do processo de produção televisivo”, acrescenta.

Para Thaisa, algumas dificuldades enfrentadas na produção do programa são semelhantes a uma produção televisiva presencial, principalmente as que estão relacionadas às técnicas de apuração e discussão de um conteúdo, bem como todas as técnicas de entrevista em profundidade jornalística. “Na verdade, a dificuldade dos alunos não está relacionada à questão do modelo remoto, mas sim à dificuldade de um novo formato sem o contato humano intenso que a disciplina promove nos contextos presenciais”, explica.

Thaisa ainda reflete que as edições remotas que foram feitas até o momento, chegam bem próximo à realidade de colocar um programa televisivo no ar. Mesmo com algumas limitações nesse novo modelo, a professora acredita que essas experiências vêm transformando os estudantes em “profissionais realmente preparados para atuarem diante de toda e qualquer dificuldade, inclusive sob o ponto de vista tecnológico”.

Para a aluna Giovanna Guessada, que foi apresentadora da primeira edição, o fato dos entrevistados estarem fora do estúdio foi desafiador. O modelo ao vivo também foi algo que a deixou preocupada, principalmente pela possibilidade de imprevistos durante o programa, que foi algo que realmente aconteceu na primeira edição.

“Um entrevistado teve dificuldade para acessar a sala do meet, o que resultou em um atraso de uma hora na estreia. Fiquei bem apreensiva, pois não sabia se entraríamos ao vivo com apenas um convidado, fazendo com que todas as perguntas tivessem que ser reformuladas ou se continuaríamos esperando o segundo entrevistado, atrasando ainda mais a edição. Foi um momento de tensão, mas no final deu tudo certo. Apesar disso, saí de lá com a sensação de dever cumprido e devo isso à minha equipe”, conta Giovanna.

Experiências

Exercer um cargo de chefia já não é fácil presencialmente, no modelo remoto então, o desafio aumenta. E a Heloisa Lupatini teve essa experiência duas vezes. Primeiro ela foi editora-chefe do TeleJovem remoto, produzido pelos alunos nos semestre passado. E agora atuou no cargo no Ângulos. “Neste programa quis ser editora-chefe justamente por conta do ao vivo e do estúdio. Meu maior desafio foi gerir a equipe para que no dia tudo estivesse finalizado. No estúdio, eu estava calma até o último preview, depois foi uma adrenalina que nunca tinha sentido, mas foi, provavelmente, uma das sensações mais gostosas que já senti”, complementa.

A interatividade também é um dos pontos importantes do programa, pois tem o objetivo de seguir as premissas do jornalismo televisivo nas redes sociais e estar mais perto do telespectador. O Juan Gonçalves foi analista de mídias da terceira edição e fala que o programa tem focado totalmente na interação e no relacionamento com o público. “Nós pedimos um vídeo de até 15 segundos ao telespectador sobre o assunto a ser apresentado naquela determinada semana, mostramos os bastidores, fazemos enquetes nas redes sociais, apresentamos a equipe e até mesmo os convidados. Isso faz com que o público se interesse pelo programa e vá até o YouTube para assistir”, explica.

Encontrar temas importantes para serem discutidos nas edições foi uma das tarefas da Bárbara Munhoz. Ela como coordenadora de produção, fala que a dificuldades consiste em prever angulações que ainda sejam pouco exploradas pelos veículos em geral, a fim de trazer um conteúdo atrativo em meio ao grande fluxo de informação atual. “Acredito que a maioria dos fenômenos que vem acontecendo agora, sobretudo sociais, são passíveis de pauta. O desafio consiste em abordá-los de forma não convencional. Acredito que estamos indo bem!”, conta.

Resultados

As últimas edições do Ângulos ainda estão por vir, mas o programa já vem gerando resultados satisfatórios. Para a professora Thaisa, o envolvimento dos alunos, o conteúdo apresentado e o conhecimento que tem sido gerado sobre a prática televisiva a têm deixado contente. Para ela, essa experiência é fundamental na formação dos alunos.

Para a aluna Bárbara, a cada edição, os resultados são os melhores. “Nos atentamos sempre aos feedbacks dados após cada programa para que, nos próximos, os pontos sejam melhorados. Considerando ser um programa de entrevistas feito à distância, acho que estamos nos dando bem”, relata. Para o Juan, o programa é uma grande oportunidade. “Participar de uma edição remota do programa tem sido uma experiência incrível, tanto no aprendizado quando na prática”, confirma.

Heloísa também fala que aprendeu grandes lições com o Ângulos. “No programa nós aprendemos três coisas básicas, mas que fazem toda a diferença. Primeiro: precisamos ter certeza absoluta que as informações estão corretas e que não existe nenhum impedimento editorial. Segundo: os prazos e o planejamento, talvez, sejam o mais importante do processo, pois se ocorre atraso, dependendo de qual etapa estamos, o programa final pode ser comprometido. Terceiro: cada membro da equipe tem uma função e se todos estiverem cientes do que precisam fazer o trabalho vai sair melhor executado. Esses três elementos compõem uma boa produção televisiva”, explica. Aprender isso foi o melhor resultado possível que o programa pode gerar para aluna.

Confira alguns cliques das edições!

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