Alunos defendem TCC sobre “coração do futebol amador” em Presidente Prudente

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13/06/2018 às 16:24 – Atualizado em: 15/08/2018 às 12:05 
João Lucas Martins e Maria Eduarda Kato

Os alunos do 8º termo de Jornalismo, Abraão Wyllams, Francisco Alves, Guilherme Gallego e Paulo Taroco deram início, na segunda-feira (11/06), a mais uma sequência de bancas de defesa de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).

A noite no Auditório Carvalho começou com a defesa do projeto “Antes do Gole: um videodocumentário sobre a história do Estádio Municipal Caetano Peretti”. A banca foi composta pelos orientadores do trabalho, Roberto Mancuzo e Thaisa Bacco, e pelos professores Luiz Dale e Giselle Tomé.

Com a ajuda de 21 entrevistados, que resultou em 16 horas de entrevistas, mais de 1.100 fragmentos de jornais encontrados em museus, três horas de áudio de narração de jogos e 800 fotos coletadas de arquivos pessoais e públicos, o grupo conseguiu contar a história do estádio considerado o “coração do futebol amador em Prudente” por meio da linguagem audiovisual.

Durante a apresentação, a equipe explicou o significado das cores escolhidas para a logo do filme: o verde representa o gramado e o branco o círculo central do campo. Os integrantes esclareceram ainda o conceito do nome do documentário que leva a expressão “gole”, palavra utilizada pelos jogadores amadores para se referir às confraternização após as partidas.

Uma das grandes características do trabalho, que se tornou também um desafio, foi a média de idade dos entrevistados. O Estádio Municipal Caetano Peretti tem 50 anos de vida, o que levou os alunos até fontes com idade entre 70 e 80 anos. Para conquistar a confiança dessas pessoas, a equipe precisou de calma e muito diálogo para que elas se abrissem e contassem o que passaram no local.

“Nós batemos palma na casa das pessoas. Fomos atrás até conseguir mostrar que nossa única intenção era que elas contassem pra nós, com uma câmera ligada, a história de vida delas com o estádio. A gente sabia que muitas tristezas e alegrias se passaram lá e nós tínhamos que mostrar essas memórias”, conta Francisco, integrante do grupo.

Thaisa Bacco, orientadora do projeto, enfatizou, durante suas considerações finais, a persistência dos alunos durante o processo de apuração e gravação, já que o estádio foi palco de muitas histórias e acontecimentos em diversas esferas. “A amplitude e a ideia da profundidade de investigação foi uma das maiores dificuldades, pois o documentário pressupõe o aprofundamento em algo que não está visível nem disponível à sociedade.”

Ainda sobre o gênero videodocumentário, o professor Luiz Dale, que compôs a banca, conta que as narrativas audiovisuais atendem muito às expectativas de consumo de imagem em nossa sociedade moderna. “É uma linguagem universal, de fácil entendimento e que todos gostam de assistir, sendo assim uma maneira eficiente de ter sucesso com o produto.”

DRIBLANDO AS DIFICULDADES 

A produção de um TCC já é algo cansativo por si só, mas Abraão, Francisco, Guilherme e Paulo ainda tiveram mais uma barreira: um pane inesperado na ilha de edição. O problema aconteceu quando o projeto já estava 95% concluído. Foi preciso retornar duas semanas de edições e começar um “intensivão”, de segunda a sexta-feira, até às 23h, na ilha de edição.

A dedicação dos estudantes perante as dificuldades foi elogiada pelo orientador do grupo, Roberto Mancuzo, durante suas considerações finais. Tanto no profissional, quanto no pessoal, Mancuzo acompanhou a trajetória dos alunos e se diz feliz com a evolução ao longo da graduação. “Posso dizer que ganhei quatro novos amigo ao final dessa jornada acadêmica com o grupo.”

A professora Thaisa também comentou sobre o crescimento dos alunos durante os quatro anos na faculdade. “Eles são um exemplo de como a educação transforma e tem o poder de produzir sujeitos. São exemplos assim que nos mostram como a educação é o melhor caminho, é a nossa esperança.”

Matheus Gallego, pai de Guilherme, integrante do grupo, conta que esteve presente ao lado do filho durante todo o processo e o incentivou a continuar e superar todas as dificuldades. “Assistir meu filho hoje foi, sem dúvidas, muito satisfatório. Ter um filho na faculdade já é um orgulho, ainda mais em um curso de Jornalismo, onde ele pode aprender a desenvolver pensamentos e ideias.”

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