Apresentações do primeiro dia na Publicidade debatem assuntos como inclusão

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09/10/2018 às 18:00 – Atualizado em: 15/10/2018 às 23:22 
Bianca Móra e Heloísa Lupatini

Amanda Silva

Renato Pandur falou das experiências vividas em sala com o projeto Cine-Fórum

5º Colóquio começou nesta segunda-feira (08/10).  As primeiras apresentações da Publicidade ocorreram no Auditório Jacarandá em durante o evento foram discutidos quatro temas: o Projeto Vira Galo, Arte da Bricolagem, Metodologia Ativa e Discussão sobre REA.

O primeiro tema foi o Vira Galo, apresentado pelas supervisoras do projeto Mariangela Barbosa Fazano e Fernanda Sutkus de Oliveira Mello. Elas mostraram desde sua 1ª edição até a 4ª, que ainda está em processo de produção. O projeto tem o objetivo de fazer uma interação homem versus máquina e de tornar os estudantes profissionais sociais, de modo que o desenvolvimento resulte de um problema real que será solucionado pelos próprios alunos.

“A importância desse tipo de projeto para o curso é trazer metodologias inovadoras no processo de ensino e aprendizagem para os estudantes participarem, serem sujeitos atuantes dentro dessa nova metodologia”, afirma Mariangela Fazano.

O professor e publicitário Renato Pandur Maria apresentou dois projetos. Um sobre Metodologia Ativa – da aula tradicional ao uso da sala de aula invertida para a aprendizagem, usando o Cine-Fórum como exemplo, e outro sobre REA (Recursos Educacionais Abertos) – do estudante com transtorno do espectro autista ao desenho universal para a aprendizagem no contexto do ensino superior.

Sobre o Cine-Fórum, Pandur acredita que esse tipo de recurso ajuda muito para que o aluno entenda o conteúdo e possa ter melhores resultados nas provas, fora que também há um melhor diálogo e interação entre os alunos e o professor. “Na experiência que eu tive na minha disciplina, posso falar que são todas as vantagens. O aluno quebra esse paradigma do professor intocável, ele consegue dialogar e opinar mais. Fazendo isso, você consegue fazer com que o aprendizado aconteça de uma forma natural. Os resultados nas avaliações são claros.”

Já sobre a importância de discutir sobre o aprendizado de alunos com espectro autista, ele cita que nesse tipo de Recurso Educacional se deve pensar não só no autista, e sim na sala como um todo, não se pode criar um recurso para apenas um aluno, tem quer ser inclusiva, você inclui uma pessoa quando você não a rotula.

“Para mim esse projeto foi importante como educador, porque eu consegui entender muito mais sobre inclusão. Não é nem falando somente de autistas, muitas vezes o aluno tem dificuldades por outros motivos, não se trata de rotular as pessoas, mas sim de entender cada um na sua dificuldade e como  o professor pode criar ferramentas ou processos que vão ajudar cada um deles. Em uma sala na educação superior é mais fácil fazer isso, é mais complicado no ensino fundamental, pela quantidade de alunos. Mas nós temos que discutir o assunto, só assim conseguiremos mudar alguma coisa.”

O aluno José Arthur Ibanhez Taiar, do 7º termo, apresentou o projeto de extensão sobre a Arte da Bricolagem. Tinha como objetivo fazer um estudo exploratório que pretendia analisar campanhas publicitarias que embasaram seus conceitos criativos em obras de arte. “A bricolagem é a arte de ligar ideias, então você pega algo aqui e ali, junta e transforma aquilo em uma peça final, que ela ressignifica tudo com novos sentidos e significados”, explica José Arthur.

Sobre a importância de apresentar um projeto de extensão em um evento como o Colóquio, José Arthut conta: “É muito bacana apresentar no colóquio primeiro por ter publicação, colocar no lattes. A experiência é legal, a gente coloca em prova como está sendo o nosso artigo, se está tendo aceitação, o desenvolvimento. ” 


O EVENTO

“Eu acredito que para o aluno que apresenta a importância é a valorização dos temas abordados em sala de aula, dos temas abordados em projetos de extensão e assim como instigar no aluno à pesquisa. Nós tivemos aqui o exemplo do José Arthur que está se formando e iniciou a pesquisa científica dele. Eu acho importante trazer esses projetos a público. O colóquio é colocar a púbico, debater e informar”, é o que acredita a professora Mariangela Fazano.

A aluna Larissa Mariane Nascimento Gomes, do 3º termo de Publicidade, conta que o Colóquio ajuda os alunos que ainda irão ter contato com projetos de extensão a entender melhor como funciona tudo.

“É muito importante para ter maior contato com isso no futuro, por exemplo, eu ainda estou no 3º termo, as coisas ainda estão chegando para mim, eu não tenho uma noção do que eu possa desenvolver no meu futuro. No 7º termo por exemplo, terei que fazer o Vira Galo, então isso é tipo uma introdução, e também para a gente começar a fazer outras pesquisas para poder apresentar em outros colóquios.”  

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