Audiovisual e Jornalismo são destaque no 8º Colóquio Facopp

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23/11/2020 às 12:29
Izabelly Fernandes

Ao todo foram apresentados 9 projetos de pesquisa, extensão e ensino. (Foto: Agência Facopp)

Apesar de toda a variedade comum à Comunicação, as estrelas do 8º Colóquio Facopp, que ocorreu nessa sexta-feira (20/11), foram o audiovisual e o jornalismo. Entre projetos de pesquisa, extensão e ensino, ao todo foram 9 trabalhos apresentados de forma remota através do canal da TV Facopp Online. O evento foi marcado pela grande interação do público que, durante toda a noite, pôde contribuir com perguntas e comentários sobre as discussões teórico-práticas que foram expostas.

Para a professora Fabiana Aline Alves, que foi coordenadora geral do evento, apesar das limitações, o modelo remoto conseguiu suprir a demanda acerca da promoção de discussões. “A gente teve uma boa participação, teve trabalhos excelentes, com muita profundidade, então eu saio muito feliz com o resultado. Mesmo remotamente o Colóquio continua cumprindo a sua função que é discutir e pensar a comunicação pelas mais variadas formas”, comenta.

Cinema

Neste ano o evento teve a participação de dois projetos do curso de Pós-Graduação em Cinema e Produção Audiovisual da Unoeste. Inclusive o ponto de partida da noite foi a apresentação do projeto de extensão Aurora: da construção subjetiva a narrativa social, um documentário produzido pela especialização, que também integrou os cursos de Fotografia e Jornalismo da Facopp, formando um equipe de sete estudantes e quatro docentes. O objetivo foi fazer uma produção autobiográfica sobre Walleria Suri, uma mulher transexual, com baixa visão e ativista dos direitos de acessibilidade e inclusão e LGBTQIA+. O processo foi dividido em três etapas de produção e gerou um material bruto de 25 horas de gravação. Agora este material está na fase final de edição e em produção dos recursos de acessibilidade como legendas e audiodescrição. Para os alunos e apresentadores do projeto, Matheus Honório da Silva e Ana Carolina Nezi da Silva, com o documentário Aurora, foi possível levantar assuntos de relevância para o debate público, como acessibilidade, identidade de gênero, sexualidade e visibilidade.

“O audiovisual é uma arte acessível. Ele dá licença poética para trabalhar e dá abertura para discutir temas que não são muito bem vistos na mídia tradicional ou aceitos em sociedades tradicionais. A partir do momento que a gente adota uma estética poética, isso nos dá uma licença para atrair mais o público, entrar nesse universo e ter uma conexão com a obra”, declara Ana.

Outro projeto de extensão da especialização foi o “Salas Vazias”: uma reflexão sobre a indústria audiovisual brasileira durante a pandemia da Covid-19, apresentado pela aluna Barbara Albertoni. A produção consiste em um documentário divido em três episódios que expõem os impactos da pandemia no cinema brasileiro, como paralisação de filmagens e fechamentos de salas de cinema. Além disso, ele também trata das dificuldades que o audiovisual nacional já enfrentava em relação ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e o repasse de verbas feito pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). A produção foi feita de maneira inteiramente remota, com entrevistas feitas com profissionais da área por meio de chamadas de vídeo. “Não é fácil fazer uma produção remota como essa, mas devido às circunstâncias, foi o que podemos fazer e deu super certo”, avalia Barbara.

TCCs do Jornalismo

As apresentações dos Trabalhos de Conclusão de Curso da graduação de Jornalismo também foram destaque no Colóquio. Com temas diversos, os projetos abordaram entre pesquisa e extensão, temas como violência contra a mulher em formato de websérie, oficina audiovisual sobre bullying, análises de práticas jornalísticas oriundas de clube de cinema e rádiodocumentários biográficos.

Com o projeto Elas que lutam: websérie documental sobre violência contra a mulher em Presidente Prudente (SP), as alunas Ariane Balbino, Beatriz Monteiro, Bruna Bonfim, Helen Gallis, Isabela Souza e Milena Bispo falaram sobre a peça prática do TCC que desenvolveram. Ela consiste em uma websérie em cinco episódios  sobre relatos de mulheres que passaram por violência física, psicológica, patrimonial, moral e sexual. A aluna Bruna diz que com o trabalho, pode adquirir mais empatia por outras mulheres. “Na produção a gente procurou muito entender o problema uma da outra. Às vezes a gente acaba comparando um pouco os nossos problemas da vida pessoal e vê que eles são bem menores em vista dos problemas que tantas mulheres já enfrentaram”, destaca Bruna.

Já em relação ao fazer jornalístico, a aluna Helen revela que reconheceu que o poder da comunicação e do jornalismo como papel social é muito maior do que se imagina. “A expectativa que essas mulheres criaram em cima de nós, assumindo os problemas delas e querendo lutar por elas, mostra que o jornalismo não é só você sentar na frente do computador e escrever uma matéria, mas é também ter responsabilidade social”, explica Helen.

E voltado para a área de Comunicação e Educação, as alunas Bianca Mora, Camila Araújo, Pâmela Bugatti e Sibeli Santos apresentaram o projeto “Level Up”: oficina de produção de vídeos para prevenção do bullyng entre adolescentes do ensino fundamental II da região de Presidente Prudente. Por conta da pandemia, as meninas contam que o projeto teve que ser adaptado e isso resultou no pioneirismo da primeira oficina de educomunicação realizada a distância na Facopp. As alunas desenvolveram encontros via Google Meet e utilizaram ferramentas interativas online, fazendo com que os alunos se tornassem protagonistas do próprio aprendizado. Além disso, elas produziram um material de apoio com vídeo aulas e uma apostila educativa.

“Com essa oficina, nós pudemos nos colocar na pele dos nossos professores e saber a dificuldade que eles passam. Mas a experiência foi ótima, pois desde a primeira aula os alunos mostraram bastante entusiasmo em relação ao modelo de aula, pois era diferente do que eles tinham na escola e com o passar do tempo eles foram se sentindo mais confortáveis. Ainda que falte um pouco da percepção das atitudes deles, você vê um aumento na consciência deles sobre o que é errado e sobre a dor do outro. Acho que conseguimos cumprir nosso objetivo”, revela Camila.

Ainda como projeto de extensão, foram apresentados os projetos: A trajetória do locutor de rodeios Zé do Prato e suas contribuições para o segmento em âmbito nacional e o Raízes sul mato-grossenses: a trajetória da “Dama da Viola” Helena Meirelles e sua contribuição na cultura musical caipira, ambos com peça prática produzidas no modelo de radiodocumentário voltado para o estilo biográfico. Os dois são frutos de trabalhos individuais dos alunos Gabriel Keiji Takada e Jeferson da Silva Santos respectivamente e foram orientados pelo professor Homero Ferreira.

O único projeto de pesquisa apresentado na noite foi o Clube de Cinema da Fafi: as práticas jornalísticas na divulgação de projeções cinematográficas e ações culturais em Presidente Prudente, realizado pela aluna Jennifer Carolina Figueiredo Morales e os alunos João Victor Pereira Coutinho, Luan Buzzo Rocha e Pedro Ivo da Silva Rosado. Os estudantes desenvolveram  estudos sobre boletins de programação e de sessão; sinopse pré-sessões; relatos de acontecimentos e cartas, a fim de identificar e evidenciar práticas jornalísticas nesses objetos de estudo. Como conclusão, os alunos puderam cumprir o objetivo e afirmar o uso do jornalismo nas produções do cineclube, além de evidenciar o caráter da atividade jornalística como base para a comunicação humana.

Projetos de ensino

O jornalismo também foi destaque no Colóquio ao apresentar dois trabalhos desenvolvidos em sala pelas turmas. No evento foi possível conhecer o Ágora: programa de entrevistas voltado à discussão de temas sociopolíticos de relevância social, que foi um programa laboratorial jornalístico produzido pelos alunos do 6º termo de Jornalismo em 2019. O programa era composto sempre por dois entrevistados e em sete edições com duração de 20 minutos foram abordadas acontecimentos atuais do país, relacionados a decisões do governo que afetassem direta ou indiretamente o cotidiano da região. Ao longo do trabalho, a sala foi dividida em dois grupos orientados pela professora Thaisa Sallum Bacco e, a cada semana, uma equipe ficava responsável por colocar um programa no ar e cada aluno desempenhava uma função. Com isso, os alunos puderam aprender de forma coletiva, por meio de debates e compartilhamento de ideias.

“Acho que com esse trabalho a gente pode criar uma visão mais crítica do que passa na TV e também nos bastidores. No estúdio é uma loucura e uma das maiores dificuldades é saber administrar o tempo e lidar com situações diversas e imprevistos. Por isso, eu acho que agora a gente assiste além do que é transmitido, a gente começa a pensar no que está se passando por trás das câmeras. Acredito que esse foi um dos projetos que mais me ensinou”, relata a aluna Bruna Bonfim.

O aluno Daniel Henrique Alvarez também apresentou o projeto de ensino intitulado A aplicação dos conteúdos teóricos adquiridos nas disciplinas de Jornalismo de Revista e Produção Gráfica em Jornalismo II na produção da revista Contemporânea. Este também é um produto laboratorial desenvolvido pelos alunos do 6º termo de Jornalismo no segundo semestre de 2020 e sob supervisão da professora Gisele Tomé e do professor Marcelo Mota. Por conta da pandemia, este também foi um dos tantos trabalhos produzidos no formato remoto, por isso a prática jornalística foi pautada em entrevistadas a distância e, na maioria das vezes, no uso de fotos cedidas. No modelo de interesse geral, a revista foi dividida em sete editorias como: comportamento, cultura, economia, educação, gastronomia, moda e saúde. Com essa prática, os alunos puderam experienciar todas as etapas de produção, desde a pauta até diagramação da versão final, que será disponibilizada em PDF no Portal Facopp.

E ai, ficou curioso para conhecer esses projetos? Então dá um pulo lá no canal do Youtube da TV Facopp Online e confira o evento na íntegra!

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