Corredores da Facopp recebem placas de identificação em braille

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29/05/2018 às 20:52 – Atualizado em: 14/06/2018 às 21:54 
João Lucas Martins

Nathalia Moura e Matheus Damázio

A Unoeste é um local de grande circulação. Para atender todos os públicos, a instituição recebeu placas de identificação em braille na porta de suas dependências. A iniciativa é mais um exemplo de inclusão social adotada pela universidade.

Além desse recurso, o engenheiro de segurança do trabalho Paulo Henrique Teixeira conta que o projeto conta também com a inserção de outros mecanismos para facilitar os portadores de deficiência.

“As mudanças não estão somente no campus II. No bloco H do Campus I está sendo colocado piso tátil nos corredores, banheiros, salas e até o elevador e escadas”, fala Paulo.

O planejamento é executado aos poucos e no próximo mês, o bloco B3 também vai receber os pisos táteis para facilitar a orientação dos usuários. 

Na Facopp, os laboratórios de TV, rádio, fotografia, pesquisa de mercado, sala de criação, redação, agência, informática e também a sala de atendimento receberam as placas de sinalização em braille para os ambientes.  

A coordenadora do curso de Jornalismo, Carolina Mancuzo, fala que a identificação em braille faz com que a acessibilidade esteja mais presente nos corredores. “Normalmente o que se imagina é que uma pessoa cega precisa do auxílio de alguém para estar em algum lugar, mas com as placas, vamos dar mais autonomia e segurança necessária para todos”.


OUTROS SENTIDOS

Foto: Beatriz Moura


Foto: Beatriz Moura 

Isabela Rocha está no 7º termo de Jornalismo e é cega. Para ela, essas placas que foram colocadas são de grande auxílio. “Por mais que esteja saindo da faculdade, existem lugares que eu não consegui decorar onde ficam, a sala de criação é um exemplo, eu quase nunca frequento, com as placas fica mais fácil de identificar o que reflete na minha locomoção também, porque eu sei onde estou”, fala.
Além de aluna, ela também é estagiária da fotografia e durante a 23ª Semana de Comunicação, teve a experiência de trabalhar no evento. A técnica de laboratório, Marlene Reverte, auxiliou Isabela para realizar as fotos e conta dos recursos que um cego utiliza para fazer as fotos. “A Isabela depende dos sentidos, da audição, do tato e às vezes até do paladar. O som do auditório era complicado, por causado do microfone, não tinha como falar para ela seguir a voz do palestrante”.

“Foi minha primeira vez num evento grande como esse! Eram tantas pessoas para fotografar, o palestrante, cada detalhe… foi uma prática difícil e incrível que pude fazer, eu gostei muito”, conta a estudante.

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