Ex-facoppiano produz fotografias em casa durante quarentena

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17/06/2020 às 12:00
Daniel Alvarez

Ao produzir as fotografias, Estevão buscou trazer reflexões sobre a perda da essência humana (Foto: Estevão Salomão)

Na correria do dia-a-dia quase não reparamos o que nos cerca, seja dentro ou fora de casa, muita coisa passa despercebida. O período de quarentena proporcionou para muitos um momento de autorreflexão, para o ex-facoppiano Estevão Salomão, formado em Jornalismo em 2016, não foi diferente. Em um texto acompanhado de fotos publicado em seu blog, o jornalista traz uma reflexão sobre a vida, a fotografia e a quarentena.

Estevão conta que a produção das fotografias foi iniciada logo no começo da quarentena, período no qual ele passou a enxergar sua residência como um palco em que agora ele passava a maior parte de seu tempo. Quando observou as coisas que o rodeavam dentro de sua própria casa, o jornalista notou o quanto tudo estava presente, com exceção de ele mesmo, que se sentia distante tanto fisicamente quanto emocionalmente.

Ao fazer os registros em seu lar, Estevão diz que tentou resgatar a essência humana, no qual a curiosidade e a admiração pelo simples eram dominantes. “Nossa casa está recheada dessa junção da beleza com a simplicidade, tanto na dimensão dos móveis, no olhar dos nossos animais e familiares, em um pássaro que pousa no nosso muro. São várias as oportunidades de se fotografar em casa, basta resgatarmos esse olhar de encantamento, que acabamos perdendo com o passar do tempo.”

Estevão diz ter encontrado um pouco de si próprio em cada uma das fotografias (Foto: Estevão Salomão)

O ex-facoppiano diz enxergar a fotografia como a ferramenta mais precisa para se estimular o olhar de curiosidade. Afirma também que a fotografia nos induz a parar, observar e só depois capturar, por mais simples que seja o clique.

Surpreso com o resultado das fotografias, Estevão conta que todas as fotos o fascinaram de alguma forma e trouxeram com elas um pouco de si próprio. “Eu achava que minha casa era apenas um lugar em que apenas a tecnologias e as coisas supérfluas poderiam ter espaço, um engano”, reflete.

Por fim, o jornalista estimula todos a buscarem essa autorreflexão por meio da fotografia, seja com equipamentos profissionais ou com o próprio celular. “Você não precisa ter uma câmera. Se você fotografar o desenho do seu filho, o olhar da sua esposa, esse tipo de sentimento câmera nenhuma no mundo poderá registrar.”

HISTÓRIA COM A FOTOGRAFIA

Logo que ingressou na graduação em Jornalismo, Estevão conta que comprou sua primeira câmera fotográfica e começou a fotografar despretensiosamente. De início, sem muita técnica, o jornalista diz que usava mais de seu olhar fotográfico para capturar a natureza e áreas urbanas de Presidente Prudente e Álvares Machado.

Foi no decorrer dos quatro anos de curso que ele teve a oportunidade de aprender mais sobre as técnicas fotográficas, seja durante as aulas ou em estágios. “Ao longo da graduação eu fui aprendendo mais sobre as técnicas da fotografia por meio das aulas e dos estágios que fiz nos laboratórios de Fotografia e de TV. Então a fotografia sempre norteou a minha formação acadêmica.”

Para produzir suas fotografias, Estevão diz se utilizar de duas vertentes: a técnica trazida pelo profissionalismo e o olhar do iniciante. Alguns dos cliques capturados por ele são publicados em seu blog e em seu Instagram.

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