Fotolivro explora feira da Manoel Goulart em Presidente Prudente

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

07/12/2018 às 11:12 – Atualizado em: 10/12/2018 às 17:32 
Daniel Alvarez e João Lucas Martins

Amanda Rodrigues

A terceira noite de apresentações de TCCs, que ocorreu nesta quarta-feira (05/12), no auditório Carvalho do Campus II, foi encerrada pelos alunos Beatriz da Silva Moura, Lays Karolaine Mareco, Nayene Cardoso Furmigare e Rafael Barbosa dos Santos.

Os discentes apresentaram o trabalho Documentação Fotográfica da Feira Livre na Avenida Manoel Goulart de Presidente Prudente (SP): Uma Interpretação Sociocultural em Nome da Memória Coletiva Prudentina. Maria Luisa Hoffmann e Tchiago Inague foram os professores que compuseram a banca examinadora e aprovaram o projeto, que resultou em um fotolivro, orientado pelo docente Roberto Mancuzo.

Durante a apresentação várias visões da feira livre foram mostradas, sendo um dos pontos principais do trabalho evidenciar a importância sociocultural da feira, dando voz e visibilidade para pessoas que ali trabalham e ganham seu sustento.

Dentre 29 feiras que são realizadas na cidade, a selecionada foi a da Manoel Goulart. “Escolhemos trabalhar com a feira da Manoel Goulart por ser a maior e a mais antiga, surgindo por volta de 1920, e por atrair pessoas de diversas cidades, não só de Presidente Prudente”, explica Beatriz.

Os graduandos enfrentaram diversas dificuldades na realização do TCC, uma das barreiras encontradas foi logo no início da produção das fotos, quando os feirantes ainda não se sentiam à vontade o suficiente para serem fotografados. Porém, depois de longas conversas os estudantes contam que alguns feirantes até pediam para serem retratados.

Outra dificuldade também enfrentada pelo grupo foi na etapa de fotografar. “Quando chegamos na feira nos perguntamos o que fotografar, visto que a feira é uma explosão de informações. Por isso tivemos dificuldades em ter esse olhar para saber o que merecia ser destacado, que sequência iremos seguir para evidenciar a questão social e cultural da feira”, relata Rafael.

A docente Maria Luisa Hoffmann elogia a forma com que os alunos conseguiram trazer a teoria para a prática. “Dá para perceber que a essência da fotografia documental foi compreendida e aplicada pelos alunos no processo de fotografar a feira e os feirantes”. Ela destaca ainda a importância que o jornalismo tem de dar visibilidade para temas como o abordado no TCC.

O professor responsável pela orientação do grupo, Roberto Mancuzo, conta que já fotografa a feira há 13 anos e reforça a importância de trabalhos voltados à humanização e a visibilidade que eles trazem a pessoas que nem sempre são vistas. “Os feirantes não são só pontos comerciais, eles são personagens que constroem uma memória coletiva que durante anos será o valor principal na construção da nossa identidade, da identidade de Presidente Prudente.”


RESULTADO EM MÃOS 

Todo o projeto e dedicação dos alunos resultou em um fotolivro, que conta com 68 fotos, selecionadas dentre os 7.779 cliques feitos pelos estudantes. Nayene conta que uma das dificuldades do grupo foi justamente escolher as melhores que iriam compor o material final. “Imagina você ter que selecionar dentre mais de 7 mil fotos apenas 68, para nos auxiliar acabamos nos utilizando de palavras-chave”.

O fotolivro é dividido em três capítulos, que capturam diferentes momentos da feira, daí surge o título “três por um”, frase que também, segundo Nayene, é muito utilizada pelos feirantes. O primeiro deles, “um é seis”, tem como objetivo mostrar o primeiro momento da feira, que acontece às 6h da manhã, a chegada dos feirantes e a montagem das barracas.

O segundo, intitulado “dois é dez”, exibe o horário de pico da feira às 10h da manhã. E por fim “três é treze”, o encerramento da feira e desmontagem das barracas. Os discentes afirmam que foram usadas palavras-chave em cada um dos capítulos, que definiam e transmitiam o que cada momento da feira significava.


APROVADOS

Vanessa Seribelli, 28, prima de Nayene, conta que acompanhou o trabalho e que após a apresentação sua percepção da feira livre mudou totalmente, passando uma humanização maior. Ela relata ainda o quão satisfeita está em ver o projeto concluído: “É uma vitória ver o TCC pronto e aprovado, pois minha prima passou por problemas pessoais e mesmo assim não desistiu.”

O formando Rafael conta que sairá da faculdade com um olhar diferente e mais humanizado. “A gente sai da faculdade não só jornalista, mas também como cidadãos mais conscientes. Saímos como pessoas dispostas a contribuir e interferir positivamente nas questões sociais, políticas e culturais. Mais que jornalistas, nós saímos como seres humanos melhores.”

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Portal FACOPP | Faculdade de Comunicação Social "Jornalista Roberto Marinho" de Presidente Prudente | © 2019 Todos os direitos reservados.