Jornalista Roberto Cabrini concede entrevistas exclusivas à Facopp

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02/12/2019 às 11:01
Adriano Batista, especial para o Portal Facopp

Professor, funcionários e estagiários da Facopp tiveram a oportunidade de passar a manhã da última sexta-feira (29/11) com Cabrini (Foto: Loki Okubo)

Se passar 1h30 com um dos maiores jornalistas investigativos do Brasil é um privilégio que poucos estudantes da área podem ter, então os estagiários da Facopp têm muito o que agradecer.  O jornalista Roberto Cabrini esteve em Presidente Prudente para a divulgação do seu primeiro livro No Rastro Da Notícia e concedeu, na manhã desta sexta-feira (29/11), entrevistas exclusivas para os veículos de imprensa da Facopp.

O apresentador e editor-chefe do programa “Conexão Repórter”, do SBT, chegou a Unoeste por volta das 10h e foi acompanhado por estagiários dos laboratórios da Facopp até o estúdio de TV, onde foi o centro das atenções. O jornalista gravou entrevista para a Rádio do curso e participou do programa “Café com Q?”, produzido pela TV Facopp.

Na entrevista, o renomado repórter falou sobre diversos assuntos. Contrariando a impressão de uma figura quase que o tempo todo séria, o jornalista se permitiu fazer alguns comentários descontraídos e até bater um papo sobre séries. Dentre os principais assuntos da conversa, Roberto Cabrini contou histórias de bastidores, técnicas jornalísticas, os desafios da profissão, a importância da família e gostos pessoais.

A aluna do 4° termo de jornalismo, Heloísa Lupatini, foi a selecionada para entrevistar o premiado jornalista. “Foi desafiador. Quando a gente entrevista alguém tão bom em entrevistas é sempre um desafio. Eu estava um pouco apreensiva, mas deu tudo certo no final, acho que rendeu bastante a entrevista”, afirma a estudante.

O desempenho da aluna foi elogiado por Roberto Cabrini que, ao final do programa, comentou que foi ‘uma ótima entrevista, com ótimas perguntas’ e deixou alguns conselhos. “Você não pode negociar com a sua dignidade e a sua imparcialidade. Busque a imparcialidade. E como se faz isso? Abrindo espaço, principalmente, para as pessoas com as quais você não compartilha opiniões”, orientou Cabrini.

APRENDIZADO

A proximidade de contato com o repórter permitiu aos alunos e até mesmo ao professor e jornalista Roberto Mancuzo uma série de aprendizados. Antes de iniciar a entrevista o docente iria sair do estúdio por uma questão de metodologia de ensino e para que os alunos ficassem mais à vontade para a gravação, no entanto, a pedido de Cabrini o professor ficou para acompanhar o programa.

Sobre o episódio e a oportunidade dos alunos de aprenderem com um grande profissional, Roberto Mancuzo diz que é sempre muito bacana ter esse tipo de contato com jornalistas que fizeram trabalhos com tanta envergadura. Além disso, explicou o valor que tem esse tipo de experiência por se tratar de um processo que permite ter as certezas dos melhores caminhos a se tomar na academia.

“De alguma forma, isso nos dá respaldo para muitos conteúdos que trabalhamos em sala de aula. Quando ele apresenta exemplos de técnicas jornalísticas que usou em reportagens, técnicas de entrevista, relação com as fontes, tudo isso confirma muito do que tentamos passar para os alunos”, afirma Mancuzo. 

De acordo com Vinicius Coimbra, estudante do 4º Jornalismo e estagiário da TV Facopp, a entrevista foi de fundamental importância para o aprendizado, além das técnicas jornalísticas. “Ele valoriza muito o ser humano, por mais simples que ele seja, independentemente da profissão que ele desempenhe.  Como disse o Cabrini, dessas pessoas podem render boas matérias”, relembra Vinicius Coimbra.

Para Heloísa Lupatini, que ficou frente a frente durante o papo com o jornalista, o destaque maior desse contato com o premiado profissional foram as importantes dicas. “Quando está entrevistando ele procura sempre estar olhando nos olhos da fonte, ele não faz entrevistas com roteiros pré-determinados, justamente para poder observar atentamente a fonte, perceber quando ela está mentindo e não perder o gancho de uma nova pergunta que possa surgir”.

NO RASTRO DA NOTÍCIA

Antes mesmo da entrevista, Roberto Cabrini chamou a atenção para o seu livro. Pediu para que alguém lesse a introdução da obra que fala sobre a missão do jornalista. As duas páginas mencionam como se inicia para ele o processo de produção de uma grande reportagem, dos desafios para produzi-la à sensação viciante da adrenalina que age como um bálsamo e que isso, identificado por muitos como loucura, é o que faz um profissional de imprensa merecer ser chamado de jornalista. 

A obra dividida em 10 capítulos traz a seleção das matérias mais conhecidas do repórter. “No Rastro da Notícia” trata do lado B das grandes reportagens, explicando como elas foram desenvolvidas passo a passo, conforme afirma a jornalista Ana Paula Padrão na orelha do livro. A sinopse do volume foi escrita pelo também jornalista e amigo do autor, Caco Barcellos, que atribui a Cabrini a outorga de “repórter das missões impossíveis”.

No fim da visita à Facopp, Roberto Cabrini ainda autografou alguns livros e tirou foto com um fã e futuro estudante de jornalismo que veio a faculdade para vê-lo. Deixou com os alunos da universidade importantes conselhos, orientações e motivou os estudantes de jornalismo a seguirem sempre buscando a imparcialidade, a democracia e a adrenalina viciante de estar “No Rastro Da Notícia”.

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