José Silvério é tema de TCC na Facopp

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06/12/2018 às 15:28 – Atualizado em: 10/12/2018 às 17:24 
Daniel Alvarez e João Lucas Martins

Matheus Rodolpho

A terceiro noite de TCC na Facopp (05/12) começou com a apresentação do grupo formado por Isaías Alves, Júlio Terrengui, Tainá Firmo e Vinícius dos Santos.O trabalho ganhou o nome A linguagem radiofônica empregada na narração esportiva de José Silvério. A banca examinadora foi composta pelas professoras Thaísa Sallum Bacco e Marilani Soares Vanalli, além da participação do professor e orientador do grupo, Homero Ferreira.

O grupo analisou dois jogos de futebol narrados por José Silvério, Ponte Preta e Corinthians em 1977 e Palmeiras e Corinthians em 2018. Em setembro deste ano, tiveram o prazer de conhecer o grande narrador esportivo na rede bandeirantes em São Paulo, capital. 

A produção final foi um radiodocumentário, contando a história do narrador, a carreira e algumas questões técnicas de sua voz. O programa está disponível no YouTube da WRF Facopp.

O programa ficou dividido em seis blocos de cinco minutos cada, totalizando 30 minutos. Nos blocos, se analisou a sua voz, contou a história, mostrou depoimentos marcantes e elencou as cinco melhores narrações de José Silvério. O grupo conseguiu identificar três características específicas do narrador, ele é: técnico, preciso e vibrante.

Para a análise técnica vocal de Silvério, o grupo contou com a ajuda da professora Débora Godoy e do professor Marcos Vinícius Francisco. Ambos chegaram à conclusão de que ele utiliza de uma linguagem denotativa, sem o uso de bordões.

A professora Marilani Vanalli perguntou ao grupo quais foram as dificuldades encontradas na produção do trabalho de conclusão. Isaías conta que o lado financeiro foi o mais difícil, “Nós fomos economizando, tirando daqui e dali para ver se conseguimos chegar até ele, e conseguimos fazer a entrevista no dia cinco de setembro deste ano”.

Ao serem questionados por Thaísa Bacco sobre o fato de Silvério não possuir substituto a altura para as narrações, Júlio fala “É mais na questão do profissionalismo, ele é muito sério, sempre busca a perfeição. E é difícil mesmo, tem que gostar do que faz e se dedicar ao máximo”. Vinícius completa: “Vai muito da saúde também, Silvério se alimenta muito bem, não bebe e nem fuma, é o que se difere dos profissionais de hoje”.

Thaísa ainda questiona sobre a importância do rádio atualmente. “No rádio se tem a descrição nos mínimos detalhes, sempre trabalha com o imaginário do ouvinte”, explicaTainá. Isaías ainda comenta que o rádio foi se adequando às novas plataformas de comunicação, como a internet.


APROVADOS

Após a apresentação, arguição e considerações finais, o grupo foi aprovado com louvor pela banca. Foi um momento de grande alegria para todos, e a professora Marilani Vanalli pôde contar um pouco da experiência de qualificar os formandos. “Não houve destaques particulares, mas sim um grupo completo apresentando o trabalho, em uma linguagem muito bem trabalhada, em que quatro integrantes conseguiram ter uma só voz”.

Para o aprovado Isaías Alves, a sensação final é de dever cumprido. “Criamos uma meta e buscamos este objetivo. Ao longo do semestre fomos produzindo, e do ponto de vista pessoal, realizamos um trabalho altamente capacitado”.

O irmão de Júlio Terrengui, João Victor Medeiros, estudante de Arquitetura e Urbanismo, fala das percepções que adquiriu ao acompanhar Júlio na produção do TCC. “Eu não dava essa importância para o rádio, fui respeitar e admirar mais com o trabalho do meu irmão sendo feito, já que vi a produção”, observa.


TÉCNICO, PRECISO E VIBRANTE 

Nascido em 11 de setembro de 1945 em Itumirim, Minas Gerais, José Silvério de Andrade passou pelas rádios Cultura, Itatiaia, Continental, Tupi, Jovem Pan e atualmente está na Bandeirantes. Mas na sua infância, já narrava os campeonatos de futebol de botão dos amigos. 

Ele chegou na Jovem Pan em 1975 para ser substituto de Osmar Santos, outra lenda entre os narradores esportivos. Em 1977, José Silvério se tornou o principal narrador da Jovem Pan. 

Uma das curiosidades é que na preparação para a Copa do Mundo de 1986 no México, o técnico Tele Santana proibiu a entrada da imprensa no treino, mas Silvério foi mais esperto e cobriu o treino em cima do telhado de uma casa que ficava próximo ao Centro de Treinamento da seleção em Guadalajara. A rádio Bandeirantes renovou o contrato com José Silvério e ele deve narrar em 2022 no Qatar, sua décima segunda Copa.

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