Abner de Souza (texto), Maria Eduarda Vasconcelos (reportagem), Rodrigo Gonçalves (texto) e Sabrina Vansella (edição), especial para o Portal Escola de Comunicação

Mais uma edição da Prisma está prestes a sair do casulo. Depois de um semestre repleto de desafios e muitas borboletas no estômago, os alunos do 6º termo de Jornalismo da Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Unoeste estreiam no dia 25 de novembro a edição “Metamorfoses”, que abrange diferentes transformações da vida.
O lançamento acontece nesta sexta-feira, no canal do YouTube da TV Escola de Comunicação, às 19h. Coloca o alarme para despertar e vem conferir com a gente os resultados de um semestre de produção jornalística.

A lagarta quando vira borboleta não deixa sua essência para trás, ela não morre para nascer de novo, apenas se transforma, aponta a estudante Fabiana Vernize.
Deseja entender o que é a Prisma e como será a nova edição de 2022? Trouxemos para vocês um pouquinho da “metamorfose” desse projeto que fez parte da vida de vários estudantes de Jornalismo da Escola de Comunicação. Confira!
Eclosão: nascimento da Prisma
A Prisma surgiu como uma revista digital em 2013, fruto de um projeto de TCC desenvolvido pelos jornalistas Vinícius Pacheco, Leticia Quirino e Violeta Araki. O trabalho contou com a orientação do prof° Roberto Mancuzo.

Um ano depois disso, em 2014, outro grupo de jornalistas, dessa vez composto pelas ex-alunas Thais Ferreira, Pamela Dias, Natália Maiolini, Marina Alves e Thamires Ferreira, propôs a implementação na grade do curso de Jornalismo, orientado novamente pelo prof° Mancuzo.

A partir disso, a revista digital Prisma passou a ser o lar de vários projetos de conclusão de curso e trabalhos da disciplina de Jornalismo Online II, conhecida atualmente como Webjornalismo.
Já em 2019, Marcelo Abujmra, Juliane Rígolo, Larissa Biassoti e Lucas Diamante, elaboraram uma reformulação em toda a estrutura do site para agregar novas características implementadas no jornalismo na internet através da evolução tecnológica. Dessa vez, a orientação foi da profª Fabiana Alves, que hoje é a supervisora geral da Prisma em sala de aula.
“A partir desse projeto de TCC, percebemos que ‘revista’ não era um modelo pertinente a internet, então começamos entender a Prisma como uma seção dentro do Portal Escola de Comunicação destinada às reportagens hipermidiáticas”, pontua a profª. Fabi.

De lá para cá, a Prisma abrigou diversas reportagens, com diferentes temas, por exemplo, a última edição lançada trabalhou em torno da “sustentabilidade no oeste paulista”. Neste ano, o aprofundamento acontecerá na “metamorfose” em diferentes aspectos da vida.
Lagartas: entender o propósito
Em 2022, a produção da Prisma foi realizada pelo 6º termo de Jornalismo. Para chegar ao tema escolhido, o brainstorming foi o primeiro passo dado em sala de aula com a orientação da Profª Fabi. O debate fomentou diversos assuntos que poderiam ser abordados na nova edição em profundidade e que se complementam. Por isso, o tema escolhido foi: “Metamorfose”.
Mas o que isso significa? Como entender o que é metamorfose na prática? Segundo o dicionário Michaelis, a palavra pode ser definida no sentido figurativo como “mudança radical de uma pessoa” ou até mesmo “alteração de aparência, comportamento, caráter etc”. Legal, né?
Para a terapeuta Flávia Santos, 41, abordar o tema de mudanças em um material jornalístico, estimula as pessoas a se abrirem mais para esse tipo de conhecimento. “Eu acredito que quanto mais clareza temos sobre as questões comportamentais humanas, fica mais fácil conviver e entender as reações dos demais.” pontua.

Tudo precisa ser estudado com clareza e tem que ter conhecimento. Estamos lidando com vidas, com pessoas e com histórias., pontua a terapeuta Flávia Santos
Flávia explica que a grande maioria da sociedade não têm um conhecimento claro sobre o assunto. Ela conta que é preciso estudar sobre e que “devemos sempre lembrar que cada pessoa tem suas próprias regras, seu jeito de reagir e de se comportar.”

Conheça os cinco aspectos da vida que serão abordados:
- Personalidade e mudança de vida, com as alunas Ágata Vieira, Fabiana Vernize, Karina Moreira e Milena Santos;
- Moda, com os alunos Isabela Gomes, Nathalia Prado, Rayane Pedroso e Vinicius Antunes;
- Sexualidade, com os alunos Abner de Souza, Maria Eduarda Vasconcelos, Rodrigo Gonçalves e Sabrina Vansella;
- Corpos, com as alunas Allana Gomes, Beatriz Aielo, Livia Alves e Jaqueline Felix
- Terceiros, com os alunos Allysson Fortaleza, Fernanda Claro, João Pedro Bucchi, João Pedro Roque e Vinicius Garcia.
A primeira editoria de personalidade e mudança de vida, é definida pela aluna Fabiana Vernize, 20, como a transição de modo geral na vida, a troca de emprego, superação de vícios e a como mudança de personalidade afetam a vida de alguém.
No que diz respeito à editoria de moda, serão abordados o rompimento de padrões de estilo e vestuário na vida de diferentes pessoas. Segundo o aluno Vinicius Antunes, 21, “com a moda você consegue se transformar, e ser várias pessoas dentro de uma só.”
Já para o aluno Rodrigo Gonçalves, 24, falar sobre sexualidade é “importante para poder entender melhor as diferentes fases do tema durante a vida. Por ser um assunto sensível, tive medo no começo, mas compreendi melhor.”
“ ‘Corpos’ é voltado para a questão de como o físico afeta a mente, tanto positivamente, quanto negativamente”, definição dada pela aluna Allana Gomes, 20. “Aprendi a me sentir bem e amar o meu corpo, do jeitinho que ele é”, conclui.
Por fim, o aluno Vinicius Garcia, 21, define “Terceiros” como ações de uma pessoa que podem transformar a vida de outra. Ele destaca que o trabalho ajudou principalmente na questão acadêmica, por trabalhar diferentes mídias em um só produto, e também na diagramação de site.
Confira nossa galeria com as fotos dos bastidores da Prisma!










Borboletas: resultado final
“A Prisma é um espaço de experimentação para os alunos. Pensar novos formatos, trabalhar com diversas linguagens, ter acesso a fontes e trabalhar histórias profundas ajudam a formação do aluno”, explica a profª. Fabi. E o que é mais experimental do que o tema metamorfose, não é mesmo?
A Fabi conta que no começo, quando o tema foi definido, ela pensou que poderia dar certo ou poderia dar errado, já que o tema é bem subjetivo. “Isso é muito desafiador apesar de tudo. Os alunos saem da zona de conforto e começam a pensar em coisas mais cotidianas, como as transformações”. Para ela, essa edição da Prisma atinge um ponto mais reflexivo das pessoas.

As mudanças acontecem e nós não conseguimos evitá-las, afirma Fabi.
No ponto de vista da educadora, a turma do 6° termo também passou por uma metamorfose na produção da Prisma. “Os alunos acabam entendendo como tudo se encaixa dentro do jornalismo, proporcionando uma metamorfose profissional e pessoal, já que eles precisam aprender a trabalhar em equipe, superar problemas e conciliar a vida pessoal com os estudos”, explica.
E as expectativas da professora para ver essas borboletas saírem do casulo, como estão? Segundo ela, são as melhores possíveis! “Eu espero que essa edição consiga cumprir seus objetivos de informar socialmente e transformar um pouquinho as pessoas, os alunos e os professores”, conclui.