Movimento antivacina é debatido por alunos em mesa-redonda

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12/04 às 8h56
Beatriz Jaques e João Victor Fernandes 

Conversa também aborda a importância da vacinação para a sociedade (Foto: Bia Rodrigues)

Na última quarta-feira (07/04) foi realizada a terceira mesa-redonda desenvolvida remotamente pelos graduandos do 1º termo de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda, da Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Unoeste. O evento desta vez discutiu sobre o tema: “Movimento antivacina e ressurgimento de doenças erradicadas”. A médica pediatra Patrícia Rodrigues Naufal Spir e a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica Vânia Maria Alves Silva foram as convidadas. 

Vânia enfatizou a importância de haver discussões para a conscientização da população. “Em um momento de muita preocupação e ansiedade, é de muita importância debater esse assunto”. Vânia diz que a volta de doenças erradicadas acontece por causa da falta de vacinação. “A volta dessas doenças erradicadas é devido às baixas coberturas vacinais”. 

Em relação às consequências do movimento antivacina, Patrícia afirma que a falta de vacinação não é prejudicial apenas para um indivíduo, mas para o coletivo, por causa do efeito rebanho. Esse efeito rebanho faz com que mesmo pessoas não vacinadas sejam protegidas contra doenças, porém só funciona se muita gente se vacinar. 

Convidadas colocam em pauta como deveria ser a atuação dos governantes em relação às vacinas (Foto Inês Bacegato)

A vacinação ajudou a reduzir os casos de caxumba, sarampo e rubéola no mundo, houve uma grande queda nos casos registrados de 1980 a 2017, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). As convidadas dizem que parte da população antivacina acontece porque as pessoas esquecem que doenças erradicadas podem voltar se não houver a vacinação. 

Na transmissão foi debatido como os governantes poderiam se comportar para diminuir a proliferação dessas doenças, para Patrícia a vacinação está relacionada com a educação sobre os serviços de saúde, onde os governantes poderiam se atentar mais, e também mantendo recursos para as instituições de saúde. Vânia complementou dizendo que essa é uma responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal. 

A importância da vacinação vai muito além da prevenção individual. Ao se vacinar, você está ajudando toda a comunidade a diminuir os casos de determinada doença. Por isso, é necessária a adesão ao calendário vacinal.  

Caso você tenha ficado interessado em saber mais sobre o movimento, a mesa-redonda foi transmitida ao vivo, e a discussão completa está disponível no canal do YouTube da TV Facopp Online

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