Pertencimento é o tema da segunda Mesa-Redonda da Facopp

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14/03/2019 às 13:59 – Atualizado em: 18/03/2019 às 16:21 
Ana Flávia Corrêa Martin e Leonardo Bosisio

Sarah Campos

Ontem (13/03) foi realizado um debate com alunos do 1º termo de Publicidade e Jornalismo da Facopp (Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente). O evento ocorreu no Auditório Buriti, às 19h, e contou com a participação da master coach e gestora de RH, Débora Avellaneda, e a professora especialista em Educação  Especial e Inclusiva, Camila Rodrigues Costa.
 
A temática “pertencimento” proporcionou questionamentos interessantes, e através das respostas, os alunos puderam ter mais conhecimento sobre o que é fazer parte de um meio social e como se sentir incluso é fundamental para os seres humanos.
 
“É importante a gente falar de pertencimento para alertar os jovens e a sociedade sobre o pertencer, fazer parte e fazer a diferença na sociedade”, explica Débora.
 
O debate focou principalmente na questão da empatia. Segundo as entrevistadas, ela é a base fundamental para tolerar as diferenças e nos colocarmos no lugar do outro, a fim de compreendermos suas necessidades.
 
A pergunta da convidada Camila: “até que ponto quero mudar meus valores para me sentir aceita em um grupo?”, levantou como muitas pessoas passam por conflitos internos ao tentarem mudar sua personalidade para pertencerem a um grupo.
 
Camila ainda diz que, “querer pertencer é diferente de poder pertencer” e, muitas vezes, existem barreiras que delimitam o seu lugar de pertencimento, como é o caso dos usuários de cadeiras de rodas.
 
Um fator importante foi ao abordar o massacre na escola em Suzano, ocorrido ontem (13/03). Muitas pessoas em meio ao debate acreditam que a falta de pertencimento dos assassinos, em relação ao meio em que vivem, pode ter sido um dos motivos que os levaram a cometer tamanha atrocidade, juntamente com problemas psicossomáticos. Muitos acreditam que por se sentirem excluídos da sociedade, os assassinos se rebelam contra ela.
 
O debate também ressaltou que, não se deve incluir a pessoa para esta pertencer ao meio, o meio deve pertencer a ela para haver o aprendizado. Segundo a professora Camila, muitos deficientes são contratados, por exemplo, por “obrigação” e, quando o meio não é adaptado a ele, não haverá estudo e aprendizado, ou seja, o processo de inclusão acaba excluindo quem possui necessidade.

O aluno Willian Silva, do 1º termo de Publicidade e Propaganda, avalia positivamente o debate: “Foi algo sensacional. Que possamos aprender e passar isso a frente a fim de que a sociedade melhore”, conclui.
 
“A gente conseguiu abordar vários temas em uma só noite, então superou muito as minhas expectativas”, conclui Camila sobre a Mesa Redonda.
 
Novos debates serão realizados pela Facopp, com novos temas a serem abordados, que poderão ser acompanhados ao vivo pela rádio Facopp. O próximo será dia 03/04, às 19h, no auditório Ipê, campus II, com o tema: Feminicídio.
   

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