Phelipe Siani mostra os diversos lados da linguagem na TV

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21/05/2018 às 00:41 – Atualizado em: 21/05/2018 às 18:41 
João Lucas Martins, Larissa Biassoti e Bárbara Munhoz

Júlio Terrengui

Phelipe Siani abre conversa sobre suas reportagens

Nesta sexta-feira (18/05), foi realizada a palestra do jornalista Phelipe Siani, que tinha sido remarcada na 23ª Semana de Comunicação sobre o tema Evolução da linguagem do jornalismo de TV e internet.

Siani logo de início deixou claro que o encontro seria um bate-papo e não poderia nem mesmo chamar de palestra, já que durante toda a conversa ele interrompia o assunto para todos que estavam presente poderem opinar.

A descontração começou quando ele ligou para sua namorada Mari Palma, jornalista que também trabalha na Globo, na frente de todos os facoppianos, o que deixou todos totalmente animados, já que puderam até dar um “oi” a ela. Detalhe: foi inesperado e ela ficou envergonhada.

O bate-papo foi conduzido pelas reportagens do próprio Siani, em que ele apresentou a junção do texto com a imagem. As matérias tratavam de assuntos variados, desde uma cobertura da pré-estreia de Han Solo: uma história de Star Wars, em Hollywood, até uma crônica sobre a Rua Augusta.

“Eu faço trabalhos que vão do entretenimento até aquelas que mudam diretamente a vida de alguém, porque, além de jornalista, eu sou humano e tudo que eu faço é de gente para gente”, afirma o jornalista.

Durante a exibição das reportagens, algo que chamou a atenção do público foi a criatividade que Siani tem para produzi-las, já que a arte de reinventar é o forte do repórter.

“Muito do que eu faço eu penso de forma cinematográfica, eu penso em cada elemento na imagem que vai prender o meu telespectador, são detalhes que muitas vezes passam despercebidos mas que foram colocados lá de propósito, o que muda completamente a linguagem”, afirma.

Outro ponto importante que Siani ressalta é que para se produzir bons materiais, os nossos olhos nunca devem estar somente focados para a ação do fato e sim o que acontece ao redor dele, o que vale para as coberturas especiais e também as diárias.

Uma dica que ele deixa aos estudantes é que é preciso ser autêntico. “Acima de tudo seja você, tudo é linguagem e você faz parte disso, sua roupa, seu estilo, seu texto nas reportagens, o que acaba por refletir no conteúdo”.

Siani completa e fala que aprender o básico é essencial e assim como dominar as técnicas, mas ficar acomodado nessa profissão não dá, trabalhos humanizados, autorais fazem parte da trajetória jornalística.

OPINIÕES 

Gabriel Buosi, jornalista recém-formado na Facopp, esteve na palestra para compreender mais a linguagem que o mercado de trabalho exige dos profissionais. “Eu estou empregado, mas ainda sinto que tenho muito que aprender sobre o mercado. Então essa maneira de eu continuar estudando, aqui eu busco saber com os profissionais que também estão atuando na profissão como a comunicação estão evoluindo e o que eu preciso fazer para acompanhar essa evolução”, afirma.

Buosi ainda diz que a TV sempre foi um sonho dentro do jornalismo e que apesar de ter tido experiências em emissoras, é necessário buscar saber mais, principalmente pelo fato de que o veículo é um dos mais influentes, assim como a internet, já que atualmente andam juntos.  

A aluna do 6º termo de jornalismo, Pamela Wruck, conta que sempre fica receosa em arriscar, fazer algo diferente, ainda mais no meio televiso, e que depois de ver todo o repertório do Siani, tudo que ele tentou, propôs, sem medo de ter resposta negativa, teve outra visão.  “Eu não aceito um desafio por medo de errar, mas agora eu vejo que é com ele que eu consigo aprender”.

DIGITAL 

Na conversa, Phelipe Siani falou que hoje a qualidade tecnológica mudou a forma de se fazer jornalismo, já que tem-se os instrumentos para fazer reportagens nas mãos – qualidade de som e imagem nos celulares, por exemplo –  de forma que criou novas possibilidades de atuação.

“Nós temos a TV conosco, hoje ninguém mais depende de emissora, de jornais, se você quiser criar conteúdo você pode, o YouTube, as plataformas na internet estão aí para isso, nós estamos no melhor momento da profissão, em tudo é mais fácil e rápido de se produzir”, afirma o jornalista.

Além da mudança de se fazer o material, ele fala que a internet não vai acabar com a televisão e que esse papo é já passado. Deu até mesmo o exemplo da Netflix por ser totalmente online e continuar sendo é mais utilizada pelas pessoas nas telas.

A professora Thaisa Bacco diz que hoje vemos o que a história sempre nos mostrou, que a tecnologia auxilia na produção de conteúdo jornalístico de qualidade. Ainda declara que a TV e a internet vão se unir, “não sei se o controle remoto vai virar um mouse, ou o mouse vai virar controle remoto, mas é fato que eles vão se juntar”.

Thaisa ressalta que a prática profissional do jornalista não pode ser substituída pelos instrumentos tecnológicos, já que são eles que intermediam o uso e devem servir sempre como facilitadores. 

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