Saúde mental: o bem mais precioso no isolamento social

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07/04/21 às 16h19
Leonardo Bosisio e Nathalia Salvato, especial para Escola de Comunicação

Número de jovens e crianças com problemas de saúde mental durante a pandemia aumentou (Foto: Assessoria de Imprensa da Unoeste)

A pandemia do novo coronavírus já passa de um ano e infelizmente ainda está longe de seu fim. Além das mais de 330 mil mortes no Brasil pela Covid-19, ela tem deixado também um rastro de destruição psicológica em muitas pessoas.

Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), entre os meses de agosto e novembro de 2020 houve um aumento de 82% no número de novos casos de transtornos mentais. Cerca de 70% dos pacientes que já tinham recebido alta do tratamento, tiveram recaídas durante a pandemia.

Com todo esse cenário, infelizmente, a saúde mental e, consequentemente, a qualidade de vida ficam prejudicadas. Mas como podemos mudar isso?

O que diz a especialista

Segundo a psicóloga Michelly Rocha, primeiro é preciso pensar o que significa qualidade de vida, o que faz com que a vida fique mais prazerosa para cada um. Ela ainda complementa que a qualidade de vida é algo individual, varia de cada indivíduo e que as pessoas devem se autoconhecer.

“Primeiro é preciso identificar o que é qualidade de vida para você e, consequentemente, ir em busca de fazer coisas que te traga prazer. Para cada um, a busca por tudo isso será de uma forma diferente”, afirma Michelly.

A psicóloga também ressalta que, nesse período de pandemia, é preciso que as pessoas busquem feitos positivos e novas experiências gratificantes durante o isolamento social, além de pensar positivo de que tudo isso irá passar.

Também não ficar consumindo de forma exagerada as informações sobre a situação pandêmica no Brasil e no mundo, tirar um tempo para relaxar a mente e fazer coisas que são prazerosas são dicas da Michelly.

Jovens e o isolamento social

Essa nova forma de viver e se relacionar misturado com a incerteza do fim da pandemia pode gerar uma série de fatores, como ansiedade, estresse e tristeza, principalmente entre os mais jovens, que têm suas relações socioafetivas afetadas.

De acordo com o relatório Saúde Mental de Crianças e Jovens na Inglaterra, a proporção de crianças e jovens com problemas de saúde mental é 50% maior do que antes da pandemia de coronavírus, em março de 2020.

Os reflexos do isolamento também afetaram a estudante Maria Fernanda Paes, que cursa Jornalismo na Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Unoeste.

A estudante conta que já realizava acompanhamento psicológico antes da pandemia, devido à ansiedade, depressão e TDAH. O isolamento social fez com que ela parasse com o tratamento.

Com a pandemia, a jovem acabou ficando cada vez mais nervosa, ansiosa e depressiva e desenvolveu distúrbios alimentares. Atualmente ela faz tratamento psiquiátrico e toma remédio para ansiedade, mas ressalta que prefere o tratamento psicológico. “Quando eu fazia o tratamento psicológico eu conseguia me sentir mais leve e menos culpada das coisas que aconteciam na minha vida.”

“Para mim, a saúde mental está totalmente ligada a qualidade de vida, pois, eu acabei desenvolvendo distúrbios alimentares por conta da minha péssima saúde mental e isso acabou sendo muito prejudicial para minha rotina diária”, conta a estudante.

Durante isolamento social, atendimento aos alunos está de forma remota (Foto: Assessoria de Imprensa da Unoeste)

Suporte psicológico universitário

A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) oferece orientação psicopedagógica em todos os campi da universidade, incluindo Jaú e Guarujá.

Segundo a assessoria de imprensa da Unoeste, o Serviço Universitário de Apoio Psicopedagógico (SUAPp) da Unoeste consiste em orientar e aconselhar o acadêmico sobre as possíveis dificuldades no processo de aprendizagem: pode ser dificuldade em se adaptar à cidade, problemas financeiros, de ordem familiar, afetiva, saúde, lazer e até mesmo religião. Ou ainda problemas pedagógicos, como hábitos de estudo, método de ensino de um professor ou um problema envolvendo uma questão interna de sala de aula.

Nos campi I e II de Presidente Prudente há três psicólogas disponíveis para atender os alunos. Os agendamentos com as profissionais podem ser feitos no site da Unoeste, Área do Aluno, na aba “Apoio ao estudante”, no ícone SUAPp. Há um local personalizado para que ele escolha a profissional e o horário para atendimento através do sistema de agendamento.

A sala do SUAPp no campus I, em Presidente Prudente, fica no Bloco H, no subsolo, abaixo do piso das catracas. No campus II está no bloco B3, no piso 2, na sala 200H. Devido à pandemia, os atendimentos estão sendo realizados de forma online.

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