Sessão do Enepe encerra com seis apresentações da Comunicação Social

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29/10/2018 às 21:02 – Atualizado em: 22/11/2018 às 11:00 
Heloísa Lupatini, João Lucas Martins e Larissa Biassoti

João Lucas Martins

O segundo dia das comunicações orais da Facopp no XXIII Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão (ENEPE), encerrou nesta quarta-feira (24/10) com a apresentação de seis trabalhos. As discussões foram realizadas na sala 417, que fica no bloco B3 do Campus II.

“Participar de eventos como esse é uma forma de propagar os estudos científicos e conhecer os projetos desenvolvidos por alunos e professores”, defende o professor Wagner Aparecido Caetano, que junto ao docente Dhiego da Silva Saraiva, foi coordenador da sessão.
 

APRESENTAÇÕES 

 Após a abertura oficial do evento, o trabalho Lar dos Meninos: Produção de um jornal voltado ao terceiro setor foi apresentado pelas professoras Giselle Tomé e Maria Luisa Hoffmann, que representaram seus colegas de trabalho Marcelo Mota, Fabiana Alves e os estudantes que participaram das produções.

Os cursos de Jornalismo, Fotografia e Design Gráfico se uniram para produzir um periódico impresso e garantir que a verba do Lar do Meninos continuasse vindo da Alemanha, já que apenas uma carta amadora era enviada aos doadores sobre tudo o que ocorria no local, houve então a necessidade de apresentar um material mais elaborado.

Em dois meses os envolvidos tiveram que fazer entrevistas para compreender a realidade do Lar, quebrar estereótipo e serem capazes de olhar para o outro de maneira mais humanizada, produzirem textos jornalísticos, fotos, diagramação, além de terem inovado a identidade visual. Com edição única, 500 exemplares foram impressos e traduzidos para a língua alemã.

O segundo grupo composto pelos alunos de Jornalismo Nayene Cardoso Furmigare e Rafael Barbosa dos Santos apresentou o Registro fotográfico da Feira Livre na Avenida Manoel Goulart em Presidente Prudente: uma Análise social e cultural, trabalho resultado do TCC, orientado pelo professor Roberto Mancuzo.

“A feira não é visível, principalmente pelos órgãos públicos, tanto que não tinha documentação específica, não tínhamos o que cada banca vendia, só sabíamos que eram 500 pessoas, mas essa lista não era atualizada, muitos não estavam mais lá”, Nayene comenta ainda que o trabalho teve grande relevância para a memória histórica da feira, pois fizeram todo levantamento das informações desde seu surgimento.

Dentre as 26 feiras e mais três da Lua, os integrantes optaram por fazer sobre a que ocorre aos domingos de manhã na Avenida Manoel Goulart, em que foram entrevistados 85 feirantes. O resultado foi um fotolivro dividido em três capítulos: montagem, movimentação e desmontagem.

Nayene comenta que foi preciso compreender a dinâmica da feira para que assim pudessem desenvolver várias linguagens. “Nós trabalhamos sobre três pontos: o econômico, o social e o cultural. Tivemos que fazer parte da rotina, entender que algumas pessoas estavam lá por falta de oportunidade no mercado de trabalhos, outras por não se verem fazendo outra coisa”.

Eu não sou da sua rua: O registro em texto e fotografia de moradores de rua em Presidente Prudente foi o terceiro trabalho apresentado pelos professores e orientadores Maria Luisa Hoffmann e Roberto Mancuzo que representaram o grupo de TCC de Jornalismo composto pelos discentes Amanda Rocha, Andrey Franco, Camila Rocha e Fernanda Lupion realizado em 2017.

Os estudantes buscaram entender qual era a realidade e o que levava as pessoas em situação de rua estarem nesses locais por meio do projeto, de maneira que foi preciso vivenciar e ganhar a confiança dos moradores.
 
Aproximadamente 4.500 fotografias foram registradas e 50 entrevistados foram ouvidos para a produção do fotolivro. No final, 12 histórias foram contadas com 49 imagens. “Todas as histórias são bem impactantes, ninguém mora na rua porque quer. Cada situação nos tirou da zona de conforto, nos mostra uma questão que deve ser no mínimo debatida”, afirma Mancuzo.
 
Ainda de acordo com o orientador, os moradores são vítimas de preconceitos, discriminações e da visão estereotipada da sociedade, de forma que foi preciso trabalhar com o jornalismo de forma humanizada.
 
A banca do TCC foi defendida pela primeira vez fora dos ambientes da Facopp, a defesa pública foi realizada da Praça Nove de Julho para que os envolvidos no trabalho vissem o que foi desenvolvido, assim como todos que estiveram presentes no momento. 
 
Seguindo com a apresentação Projeto Vira Galo – Experiência de extensão para órgão público militar, as discentes do curso de Publicidade e Propaganda Mariângela Fazano e Fernanda Mello explicam o trabalho interdisciplinar que é desenvolvido no 7º termo com o objetivo de colocar os estudantes como construtores de conhecimento, pois há inversão do papel do professor que atua como intercessor.

No primeiro semestre de 2018, os alunos apresentaram melhorias e soluções para o funcionamento do sistema Órion da Polícia Militar, criado e implantado pelo 18º BPM-I de Presidente Prudente. O desafio era atingir o público externo, interno e os parceiros, respectivamente a sociedade, os policiais e os órgãos que ajudam facilitar o sistema.

O intuito do projeto era mostrar à população que nem todo caso é de polícia e muitas vezes pode ser direcionado a assistência social, a área da saúde, da educação e também auxílio psicológico, já que é mais comum ter ocorrências sociais do que criminais. 
 
O penúltimo grupo formado pelos alunos de Publicidade Noel Junior, Amanda Nunes e Ana Caroline Santos apresentou a Nova sinalização da Facopp – Unoeste. “Por que eu estudo no campus II e não conheço o meu próprio espaço?” essa foi a reflexão da Ana Caroline junto aos colegas que os fizeram propor mudanças na identificação dos blocos para melhorar o acesso dos que frequentam a universidade.
 
“No começo parecia um trabalho comum, só que o nosso orientador, o professor Marcelo Mota, nos fez levar até a reitoria da Unoeste. Aqui é um ambiente que muda constantemente, então você precisa informar qual é o lugar correto”, comenta Noel.

Os estudantes propuseram o uso da linguagem não verbal, pelo fato da imagem ser facilmente compreendida, como placas com cores de acordo com cada piso, totem digital, pictogramas, entre outros recursos.

Programa XY: Prática de programa de entrevistas encerrou a sessão do ENEPE com a exposição feita pelos discentes de Jornalismo Maiara Andrade, Maicon Ferreira e Nathalia Cruz.

Questionar sobre gênero, religião, saúde, influência nos brinquedos infantis, entre outros assuntos foram abordados no programa de entrevista em profundidade que tinha como tema central o homem e a mulher. O conteúdo era discutir um conteúdo que é um tabu social e não tem espaço nas redes de televisão abertas.

Segundo Maicon, o trabalho desenvolvido no 6º termo na disciplina de Telejornalismo III é de alta complexidade. “Nós temos a dificuldade no switcher, tem várias pessoas coordenando tudo o que acontece no estúdio, nós temos o tempo que tem que ser cravado 20 minutos, fora que a pessoa convidada precisa ser especialista, refletir sobre o assunto”, fala.

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