Facoppianos intensificam relacionamento com pets

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29/05/2020 às 16h00
Daniela Silva e Luana Souza

Letícia Petile criou um Instagram para Brigitte depois de notar que já tinha algumas fotos da cachorrinha (Foto: Cedida/Arquivo pessoal)

O período de isolamento social tem mexido com a rotina de muitas pessoas. Isso porquê as medidas adotadas pelo Estado promoveram a suspensão de aulas presenciais e a adequação de algumas empresas para o “home office”. Mas essas não foram as únicas mudanças decorrentes da quarentena. A reaproximação dos animais de estimação com seus tutores se tornou crescente, pois quem antes só podia brincar com o pet aos finais de semana, agora pode depositar sua atenção o dia todo.

A mudança de rotina afeta tanto o dono como seu companheiro de quatro patas, causando diferentes reações. “A mudança de comportamento é evidente, porque eles não estão acostumados a nos ter na maior parte do tempo. Alguns querem comer mais, outros ficam mais ansiosos por não estarem mais passeando. Cães e gatos são animais acostumados com a rotina”, afirma o veterinário e professor da Unoeste, Luis Felipe Zulim.

O aluno Marcos Almeida notou que seu cachorro, Dino, teve mudanças no comportamento depois de iniciar o isolamento social (Foto: Cedida)

É o caso do aluno Marcos Almeida, do 5° termo de Publicidade, com o seu cachorro Dino, de apenas três anos. “Senti que ele está mais apegado com a gente, mais brincalhão e arteiro. Acho que por todos estarem em casa, acabamos brincando mais com ele”. Já para Rafael dos Santos, aluno do 1° termo de Jornalismo, o isolamento causou o efeito reverso. De um mês pra cá, quando iniciou sua quarentena, ele notou que Max e Jack, dois cachorros para lá de brincalhões, passaram a ficar mais calmos. “Eles geralmente são mais agitados devido à correria do meu dia, trabalho e faculdade”.

As alterações chamam a atenção de Zulim, que fez um alerta para o sentimento de dependência. “Temos que tomar cuidado com alterações bruscas. Evite interação 24h. Podemos dividir horários ao longo do dia estipulando uma rotina que seja parecida com a anterior para não nutrir uma dependência entre o pet e seu dono”. Assim, segundo ele, os impactos emocionais dos pets serão amenizados durante e depois do período de quarentena.

ADOÇÃO INSTAGRAMÁVEL

O caso da Letícia Petile, aluna do 5° termo de Jornalismo, é diferente. Ela resolveu adotar um filhote durante o período de isolamento, atitude que se tornou comum no momento atual e despertou o interesse do médico, que considerou a situação boa e preocupante ao mesmo tempo. Para ele, o lado positivo é que muitos animais ganharam lares. Por outro, é preocupante porque depois da quarentena as pessoas voltarão a uma rotina que esses animais ainda não conhecem.

“Mesmo assim, acredito que não voltaremos a ser como antes. Todos estamos compreendendo a importância de muitas coisas. Coisas simples, que até então não dávamos valor. E também se compararmos um animalzinho que vivia em um pequeno espaço de um abrigo, mas que agora tem um lar, a atenção e carinho que receber ainda será maior que a dor do abandono”, relata Luis Felipe.

E que atenção! A Brigitte, adotada há poucos dias pela Letícia, já tem até um perfil no Instagram, onde posa para fotos marcadas por legendas descontraídas, é a @brigitteshihtzu. Para a estudante, a rede social serviu como um bom passatempo, além de ser uma forma de aprimorar suas habilidades fotográficas. “Vi uma amiga criando um Instagram para o cachorro dela e achei legal a ideia. Como já tinha algumas fotos da Brigitte, comecei a postar também. Eu gosto muito de foto e não me acho fotogênica, mas minha cachorra é, e nas legendas eu escrevo como se fosse ela mesma comentando”.

EXERCÍCIOS EM CASA

Por ainda ser um filhote, a cachorrinha passa a maior parte do tempo dormindo, o que facilita a situação relacionada ao isolamento dentro de casa. Mas o que fazer com os cães e gatos que estavam acostumados a passear e agora estão impedidos? Além dessas questões, os facoppianos se preocuparam com o nível de ansiedade dos bichinhos, que também fica abalada nesse período.

Segundo Felipe Zulim, a alternativa é exercitá-los em casa, a fim de evitar o sedentarismo e combater a ansiedade. “Estimular brincadeiras com bolinha, por exemplo. Para os cães mais ansiosos, existem brinquedos em que se coloca alimento dentro e ele tem que jogar pra lá e pra cá para cair o petisco”, comenta.

 “A reaproximação que tivemos [com os pets] durante a quarentena está sendo ótima, pois eles me fazem me sentir melhor, ainda mais que moro sozinho. Eles são meus companheiros”, conta Rafael, tutor de Max e Jack.

Rafael dos Santos acredita que a quarentena reaproximou ele de seu pet, já que antes passava a maior parte do dia fora de casa (Foto: Cedida)
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