No seu dia, professores jornalistas falam sobre a profissão

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07/04 às 17h51
Jady Alves, Lívia Alves e Mayson Martins

Desafios das diversas áreas do jornalismo são discutidos pelos jornalistas da Escola de Comunicação (Foto: Reprodução do Instagram da Escola de Comunicação)

Hoje, 7 de abril, é dia do Jornalista e a Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Unoeste tem o prazer de contar com oito profissionais da área em seu corpo docente. 

Para comemorarmos essa data, os professores e jornalistas compartilharam conhecimentos sobre as áreas em que atuam e ministram aulas. Sendo assim, começaremos pelo principal: Você sabe o que é jornalismo? O que um profissional precisa para ser um bom jornalista? O professor Roberto Mancuzo explica: 

“O jornalismo precisa incomodar, ou não cumprirá nunca seu papel. Precisamos lembrar sempre da frase de Rui Barbosa: “A Imprensa é a vista da nação”. Isto é ser a voz de quem não tem voz e ter a iniciativa de fazer questionamentos que estão sob a guarda da profissão, porque dificilmente alguém mais terá condição de fazê-los às autoridades.  

Para todos que executam uma das profissões mais contributivas do mundo, minha dica é que aproveitem como nunca o arsenal possuem nas mãos para realizar a vontade mais clássica de qualquer jornalista bem intencionado: informar com qualidade, em diversas plataformas e para os mais diversos públicos. 

Carolina Mancuzo é coordenadora do curso de Jornalismo e opina sobre como o jornalismo está atrelado à educação

“Acredito que o jornalismo pode e deve ser usado como base para a educação básica, pois é por meio do acompanhamento dos fatos que se escreve a história. Além disso, o jornalismo passa por todas as áreas do conhecimento, contribuindo para a formação mais completa das pessoas e, consequentemente, construção de conhecimento! 

A internet é uma grande aliada do jornalismo, entretanto, também é por meio dela que as fake news são facilmente e rapidamente espalhadas. Por isso a apuração é imprescindível, principalmente no jornalismo online, conforme defende a professora Fabiana Alves

“No mar de informações que vivemos hoje, especialmente por conta da internet, a apuração é mais do que essencial. A investigação apurada garante ao jornalismo a consolidação de seu papel fundamental na sociedade, responsável pela informação de qualidade e verdadeira. Com isso, diferencia-se a atividade de outras formas de comunicação menos confiáveis”. 

Mesmo em uma era digital, o jornalismo impresso é fundamental na sociedade e a professora Giselle Tomé defende uma de suas áreas de atuação: 

“O impresso ainda está sobrevivendo. Desde a época em que eu fazia faculdade, já se falava que ele ia sumir, mas ele está resistente. Eu acredito que o que a gente aprende dentro do jornalismo impresso, que é a produção de texto, não perde. O texto alimenta todas as plataformas: TV, rádio e online. O grande desafio é saber até quando a gente vai ter o impresso, mas enquanto ele existe, vamos estudar e aprender sobre ele, e pensar em alternativas para que ele tenha uma vida longa”. 

Agora sobre o telejornalismo, ele vem se reinventando cada vez mais e com o surgimento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mais mudanças foram necessárias. A professora Thaisa Bacco diz que houve reinvenção em todos os aspectos, mas principalmente no formato: 

“As restrições referentes ao contato humano, em virtude do isolamento social, fizeram com que o jornalista televisivo encontrasse formas de dar informações de qualidade de um jeito diferente”. 

Thaisa opina sobre qual a melhor parte em ser jornalista de TV: 

“Poder vivenciar a melhor profissão do mundo num meio de comunicação que chega a todos os brasileiros. Possibilidade de vivenciar a transformação social com responsabilidade e ética.” 

Um jornalista também pode atuar no rádio, além de outros veículos de comunicação. O professor Homero Ferreira nos explica sobre alguns desafios da profissão: 

“Na condição de jornalista e em relação ao trabalho no rádio, há um diferencial cujo desafio é muito prazeroso: o improviso. A transmissão do fato em tempo real exige o domínio não só do assunto, mas das técnicas e dos processos da construção da notícia que ocorrem todos de uma só vez; tudo mentalmente, da pauta, da entrevista, do texto oral e até da edição, considerando que existe um tempo para ser encaixado determinado conteúdo”.   

“Outro desafio é o da narração esportiva no rádio e na televisão, pela dinâmica de um jogo de basquete ou de futebol; o que requer muita atenção, inclusive aos detalhes, amplo vocabulário, concentração mental e disposição física por ser o tempo todo em pé e muitas vezes em cabines apertadas, com pouca ventilação” 

Lembram das fotografias que vemos junto às matérias? São cliques de jornalistas que, na maioria das vezes, têm proximidade e preferência pela câmera. A professora Maria Luisa Hoffmann esclarece um pouco sobre o papel desses profissionais: 

“A fotografia é memória e tem um poder simbólico muito grande no imaginário social. É o símbolo de determinados momentos históricos. Então, quem produz esses símbolos tem um papel muito importante, além de ter o poder de denúncia da fotografia, do poder de construir mentiras, de dizer coisas que não aconteceram. Tudo vai a partir de construções das intencionalidades do fotografo, do modo como ele registra”. 

Ela ainda acrescenta sobre as adversidades nessa área: 

“Tem um movimento, por conta da facilidade de acesso às câmeras, de achar que qualquer um pode fotografar um acontecimento. Até pode, mas não da mesma maneira, não com a intenção de informar. Muitas vezes a pessoa fotografa sem ter o conhecimento do contexto do que está acontecendo e isso impacta diretamente na qualidade da fotografia e na mensagem que ela passa”.

O trabalho do jornalista sempre deve ser ético e verdadeiro, e ninguém melhor que Tchiago Inague para explicar sobre isso para nós, já que além de jornalista, é formado em direito. 

“Ética e jornalismo andam juntos. A ética jornalística é imprescindível para um bom profissional da comunicação, no caso o jornalista. Este que sempre tem que se pautar nos princípios éticos que regem a sociedade para que aquela informação seja transmitida ao público da melhor forma possível. De maneira criteriosa, apurada, devidamente verificada, com fontes. São princípios básicos que devem estar em constante vigilância, atuação, em consonância com a prática do jornalismo” 

Tchiago complementa a linha de raciocínio da seguinte forma: 

“Ao longo do tempo o jornalista sempre tratou de assuntos que a sociedade questiona, que são importantes e relevantes para a sociedade do tempo e do espaço em que ele está inserido e isso envolve aspectos política, econômicos, culturais e sociais”. 

A Escola de Comunicação deseja a todos os jornalistas um feliz dia. Que estes profissionais possam sempre levar a informação para todas as classes. Que continuem sendo guias, bocas e ouvidos da sociedade. 

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