O desafio é conciliar

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02/06/2020 às 12:00
Daniel Alvarez e Melissa Andrade

Você já teve medo de ficar sozinho? Essa pergunta já passou algumas vezes na minha cabeça. A gente não percebe, mas estamos rodeados de pessoas o tempo todo.

De segunda a sexta levanto da cama em busca de produzir (produção pode ser muita coisa). Minha filha Maria Clara faz parte da minha rotina há quatro anos, e com apenas dois ela me viu iniciar a faculdade que sempre sonhei.

Um dia desses parei para assistir o noticiário, há um bom tempo não ouvia a palavra “pandemia”. Isso mesmo: uma pandemia. Foi então que todo mundo precisou mudar a rotina de alguma forma. Distanciamento social…

É claro que meu curso não parou, mas agora preciso aprender de um jeito diferente. Estranho de início, confesso. Talvez seja um outro ponto de partida do meu amor à comunicação.

Levar a Maria para a casa da minha mãe antes de partir para a aula, assim era uma parte de minha rotina antes da quarentena. São tantas questões, respostas e críticas em meio a tanta coisa acontecendo. E, ao meu ver, o que mais importa é passar mais tempo com ela estudando o que amo em casa.

O inusitado é sempre um desafio, e que desafio! Responsabilidade e muita atenção. Mas depois de um tempo você percebe que não é tão romântico assim.

Tenho me conhecido bastante nas últimas semanas, pode ser que estar em casa transforma o nosso jeito de ver algumas situações, as nossas prioridades.

Sento na cadeira da sala e ligo o notebook antes de começar os trabalhos da faculdade. Depois abro a videoaula, mas ainda assim é difícil, porque estar em casa demanda mais atenção. Cuidar da Maria é minha prioridade. Estudar o que amo também está em meu coração.

A resposta para a pergunta inicial é que precisamos de outras pessoas. A adaptação da rotina é fundamental. A adaptação do ser humano ao contexto em que ele vive é necessário.

Isso é aprender! A minha prova viva e empírica disso se baseia nos aprendizados que cultivei com as adaptações. Aprender é reconhecer que está tudo bem, que tudo vai melhorar.

*Crônica não baseada em fatos reais.

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