O quanto as redes sociais podem aumentar a sua autoestima?

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Graziela Ramos e Elisa Lucas, especial para Escola de Comunicação

“Eu encontrei pessoas que me inspiram e eu soube que eu também poderia inspirar pessoas através da minha história, através desse meu processo que é tão especial na vida de uma mulher que é preta e cacheada também”, afirma Vitoria Silva (Fotos: Cedidas/Vitória Silva)

Não poucas vezes, nós entramos em nossas redes sociais e sentimos que a nossa vida não é muito interessante, que não somos suficientes e que deveríamos tentar, de certo modo, seguir aquele padrão que nos é exposto. Quem nunca se sentiu assim? Contudo, há uma saída. O caminho começa com a aceitação de você mesmo para com você mesmo. Isso parte da sua autoestima.

Segundo a psicóloga Alexandra Keli Bernardi, especializada em terapia cognitiva comportamental, a autoestima é uma construção razoavelmente coerente, de quem cada um é, de como os outros a percebem, ligada a autoimagem. Ela é elaborada desde a infância a partir de agentes externos, nascendo a partir da opinião do outro, sendo constantemente confirmada e desconformada.

Uma pessoa que possui autoestima baixa tem uma visão distorcida dela mesmo, como alerta Alexandra. “Passamos a ignorar e desconsiderar eventos positivos e comentários positivos de outras pessoas sobre nós, que podem resultar em ansiedade e depressão”.

O social media Daniel Campelo, publicitário formado pela Escola de Comunicação, conta que sempre está em alerta com os conteúdos que são vinculados nas redes e que cada vez mais, as marcas estão preocupadas em ser representativas.

“As marcas também estão começando a ter mais diversidade de modelos e isso faz com que as pessoas se sintam representadas, vejam a si mesmas naquelas campanhas e isso de certo modo ajuda no aumento da autoestima”, destaca Daniel.

EMPODERAMENTO

Vitoria Silva, 7º termo de Publicidade e Propaganda, compreende também dessa realidade. Ela passou recentemente por um processo de transição capilar e conta que a sua rede no Instagram foi primordial para ela assumir os cachos, uma vez que ela se sentiu apoiada e acolhida.

Amor próprio é o conselho de Maysa para quem tem autoestima baixa (Foto: Cedida/Maysa Coelho)

“Eu comecei a seguir pessoas que eram mais parecidas comigo, influenciadoras e criadoras de conteúdo que falassem sobre os meus problemas, sobre cabelo cacheado”, conta Vitória.

Entender que nada é perfeito é a dica que Maysa Coelho, aluna do 3º termo de Jornalismo. “Acho que tem muitas pessoas nas redes sociais que realmente querem mostrar a vida real, eu sigo alguma dessas pessoas, que mostram que nada é perfeito o tempo todo e que devemos amar ao máximo até as nossas imperfeições”.

“Hoje eu me mostro mesmo, sem filtro, do jeito que eu sou”, declara Junior Lessa (Foto: Cedida/Júnior Lessa)

A vida sem filtro nem sempre foi fato para Junior Lessa, jornalista formado pela Escola de Comunicação. Ele, que sempre teve muita vergonha de se mostrar, fala que a partir das redes sociais acabou perdendo essa timidez. “Hoje eu me mostro mesmo, sem filtro, do jeito que eu sou. Assim como me ajuda, pode ajudar também outras pessoas que têm vontade e tem autoestima baixa”. Em sua rede no Instagram, ele posta sempre assuntos do seu dia a dia, com muito humor e carisma.

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