The boys apresenta heróis nada perfeitos e lições pertinentes à publicidade

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

28/04/21 às 17h31
Elisa Lucas e Graziela Ramos, especial para Escola de Comunicação

A série The boys se tornou uma das produções originais mais assistidas do serviço de streaming da Amazon (Reprodução/Amazon Prime)

Para você que está procurando uma série de heróis, totalmente o oposto ao que estamos acostumados a assistir, The boys é uma ótima opção. A série, inspirada nos quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, conta a história de sete heróis, não tão perfeitos, que pertencem a uma empresa de assessoria chamada Vought. Esta, por sua vez, é responsável por todo marketing e propaganda dos super.

“Achei a proposta interessante. Gosto muito de super-heróis e quando eles abordam questões pertinentes à vida real, demonstrando que as coisas não são tão simples como derrotar um vilão ou salvar pessoas de acidentes, as coisas melhoram ainda mais”, afirma Guilherme Witanna, aluno do 5º termo de Publicidade e Propaganda.

ALERTA DE SPOILER!

Trazendo para o campo da publicidade, a narrativa da série é muito interessante, pois ela aborda noções pertinentes sobre como alavancar a carreira de um artista. A empresa Vought tenta, ao todo custo, encobrir todos os absurdos que os Super fazem. A partir de muitas campanhas, eles transmitem para o público que eles são heróis intocáveis, escolhidos por Deus para salvar a cidade de todo mal.

É bem marcante no decorrer da série, que os Sete, como são conhecidos, não passam de personagens em um mercado que rende muito dinheiro para a Vought. A empresa tem todo o gerenciamento de marketing de cada herói, desde coisas simples como roupas e figurino e indo mais longe, como ditando o jeito que cada um deve se comportar perante a mídia. “A postura da Vought não é correta, eles passam uma maquiagem ali neles [heróis] e falam ‘tá vamos fingir ser do bem’, mas no fundo, na realidade deles, eles não são do bem”, avalia Maria Oliveira, do 3º termo de Jornalismo.

Nesse sentindo, podemos pensar, há um limite para gerenciamento de marketing? Segundo Witanna, parte-se da honestidade. “A partir do momento em que passamos a distorcer a realidade visando os nossos interesses, a coisa se complica. Infelizmente, não vivemos em um mundo muito interessado na verdade.” O futuro publicitário ainda acrescenta também que deve-se ter o senso crítico: “A maior parte das coisas que nos são apresentadas são narrativas criadas com objetivos ideológicos.  O que nos resta é sermos críticos e nos informarmos muito, para conseguir discernir as coisas.”

CONCEITOS

O professor de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicação e Estratégias Digitais da Unoeste, Haroldo Filippi, o Tato, explica que o marketing é essencial em uma marca, que hoje pode ser uma pessoa, como Neymar, Paulo Gustavo e Xuxa. “A personalidade vende uma mensagem, uma postura e comportamento e o público almeja adquirir os produtos que a eles estão relacionados, quando há identificação por parte desse consumidor. O marketing ajuda nesse ponto”, explica.

“Na série The boys, da Amazon, verificamos a importância da construção da imagem de uma autoridade ou celebridade, tendo em vista que suas ações e atitudes que devem ser além do seu caráter moldado ao longo dos anos”, afirma Tato.

Infográfico elaborado pela agência F1 Marketing Digital

Ficou interessado? A série chegou na plataforma do Prime Video em julho de 2019 e conta até agora com duas temporadas, um podcast e muitos fãs.

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Portal FACOPP | Faculdade de Comunicação Social "Jornalista Roberto Marinho" de Presidente Prudente | © 2019 Todos os direitos reservados.