Alunas escrevem história de médico como TCC

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13/12/2019 às 21:03
Daniel Alvarez, Elis Lucca e Luana Souza

Para produção do livro, as estudantes trabalharam com 22 personagens, o que gerou no total 27 entrevistas (Foto: Karoline Domingos)

Na segunda noite de apresentações de Trabalhos de Conclusão de Curso, as formandas Bianca Pereira Dos Santos, Caroline Moura Da Silva Luz, Janaína Maria Tavares Da Costa e Sandra Cristina Leite Prata apresentaram o trabalho “A história do médico e pecuarista Gabriel Costa Neto por meio de um livro-reportagem”, desenvolvido sob a orientação da professora Fabiana Aline Alves.

Decididas a escrever um livro-reportagem, as estudantes ainda não tinham em mente qual história contar. Surge então, por sugestão da professora Carolina Mancuzo, o nome do médico e pecuarista Gabriel Costa Neto, que além de ter sido uma grande figura na história de Presidente Prudente, é também avô da docente. Interessadas pelo personagem, as meninas toparam o desafio.

Primeiramente, para a produção da obra, foi necessário que as alunas se aprofundassem na teoria. Por meio do conhecimento teórico elas entenderam que o livro-reportagem serve como uma ferramenta de recuperação histórica e de documentação. Fabiana conta que o empenho das alunas foi essencial para a conclusão do trabalho. “A dedicação delas com as leituras, fichamentos e processos de análises foi fundamental para que elas conseguissem executar esse produto”, relata.

Tendo a teoria dominada, as estudantes começaram a parte prática, que contou com as etapas de pré-produção, produção e pós-produção. Durante essa fase do trabalho, foram entrevistados 22 personagens e analisados mais de 600 documentos para a checagem e o cruzamento de informações. Diante de tanta informação, a organização foi ponto crucial para que o trabalho fosse concluído.

O LIVRO-REPORTAGEM

Intitulado “Veias que pulsam”, o livro conta toda a trajetória de vida de Gabriel Costa Neto. Sobre o título, Sandra explica que o ‘veias’ faz referência a paixão do médico pela anatomia humana, já o ‘pulsam’ se justifica pelo fato de que mesmo ele não estando presente de forma física ele continua presente na memória da sociedade.

Dividida em dez capítulos, a obra é narrada em formato de storytelling, técnica que conta com a narrativa no formato de jornada do herói e aproxima o leitor do personagem principal retratado no livro. As responsáveis pela escrita do livro foram Caroline e Sandra, já Bianca e Janaína, ficaram encarregadas pela estruturação.

Com o trabalho concluído, as formandas fizeram o lançamento oficial no dia 19 de novembro de 2019, na Casa do Médico de Presidente Prudente. Na mesma data, Gabriel comemoraria 100 anos de idade. Dentre amigos, familiares e admiradores do trabalho do médico e pecuarista, 200 pessoas compareceram ao evento.

A BANCA

Composta por Marilani Vanalli e Thaisa Sallum Bacco, a banca levantou questionamentos sobre a triangulação dos dados com os documentos. Em resposta, Caroline conta que foi necessária muita organização entre o grupo, revela ainda que uma data específica que continha a aprovação de Gabriel em um concurso gerou uma pequena confusão. Isso porque em cada lugar constava um número, fato que gerou incerteza entre as formandas.

Parte da banca, Marilani comenta que achou muito interessante e de altíssimo nível o resultado do trabalho. “Trabalhar com a mescla de linguagem erudita, coloquial e literária exige um desempenho de manifestação escrita muito forte e elas conseguiram dar conta de referenciar um livro com a qualidade de uma narrativa”, conclui.

Apesar das dificuldades, o trabalho foi concluído e muito elogiado pela banca. O resultado não poderia ser diferente: as meninas foram aprovadas e se tornaram as quatro mais novas jornalistas formadas pela Facopp.

Feliz com o resultado, Bianca diz não saber muito bem como descrever o momento. “Acho que as palavras mais adequadas seriam gratidão e satisfação, por tudo que nós aprendemos e conseguimos nesses últimos quatro anos”, conclui.

Felicidade também não faltou por parte dos familiares presentes na plateia. Assim conta André Luiz da Costa, 50, pai de Janaina. “É um momento de orgulho para a gente ver ela vencer mais essa batalha e nós temos certeza que ela vencerá muitas outras”.

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